Numa pergunta dirigida à ministra da Saúde e entregue na Assembleia da República, os deputados referem que “chegou ao conhecimento público” que o serviço de urgência da especialidade de ortopedia da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo “terá estado e estará sem médico especialista na respetiva escala, por falta de recursos humanos”.
Segundo o documento, subscrito pelos deputados Luís Moreira Testa, Mariana Vieira da Silva, Susana Correia, Luís Dias e Pedro do Carmo, terá existido um período específico em que a urgência não contou com especialista de ortopedia.
De acordo com a informação citada pelos deputados, “no período compreendido entre as 08h00 do dia 9 de março e as 08h00 do dia 10 de março de 2026, a escala da urgência de ortopedia não teve médico disponível”.
Perante essa situação, acrescentam, “foi determinada a passagem de dados” ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) relativamente aos doentes do foro ortopédico, “para efeitos de encaminhamento para outras unidades hospitalares”.
Na pergunta, os deputados socialistas sublinham que a situação suscita preocupações quanto à capacidade de resposta do hospital, numa região já marcada por dificuldades de acesso aos cuidados de saúde.
“Esta situação levanta preocupações quanto à capacidade de resposta do serviço de urgência hospitalar numa região que já enfrenta desafios significativos ao nível da acessibilidade aos cuidados de saúde, nomeadamente devido às distâncias entre unidades hospitalares e à escassez de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde”, referem.
Perante este cenário, os parlamentares dirigem várias perguntas ao Governo, solicitando esclarecimentos sobre a situação e sobre as medidas que estão a ser equacionadas para garantir o funcionamento regular da urgência.
Entre as questões colocadas está saber se o Executivo tem conhecimento da situação descrita e qual a dimensão do problema ao longo do último ano, questionando “quantas vezes, nos últimos 12 meses, a escala de urgência de ortopedia desta unidade hospitalar ficou sem médico especialista escalado”.
É ainda solicitado ao Governo que detalhe as respostas que estão a ser preparadas para “garantir a presença regular de médicos especialistas de ortopedia na urgência do hospital de Portalegre”.
Outra das questões prende-se com o destino dos doentes quando ocorrem falhas na escala médica, pedindo os deputados do PS que seja esclarecido “para que unidades hospitalares têm sido encaminhados os doentes do foro ortopédico quando ocorrem estes constrangimentos”.
Por fim, o grupo de deputados do PS quer saber “que medidas estruturais prevê o Governo adotar para reforçar os recursos humanos médicos” na ULS do Alto Alentejo”.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa/Arquivo












