Em comunicado, a Câmara de Serpa revela que a assembleia-geral da Santa Casa da Misericórdia de Serpa (SCMS) rejeitou «de forma expressiva» a proposta que previa que o Grupo LA Health formalizasse dois contratos de gestão partilhada para as áreas social e da saúde da instituição.
A proposta dizia respeito à aprovação de um contrato de gestão da estrutura residencial para pessoas idosas (ERPI) e da unidade de cuidados continuados integrados (UCCI), bem como um outro de consultadoria e mediação na área da saúde.
De acordo com o Município, o resultado representa «uma manifestação clara da vontade» dos associados e «um sinal inequívoco da necessidade de encontrar um novo caminho» para a Misericórdia.
Perante esta situação, a autarquia pediu «com caráter de urgência» uma reunião com o bispo da Diocese de Beja, Fernando Paiva, e com o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos.
Segundo a autarquia, esta última entidade deve «assumir um papel ativo na procura e construção de soluções que garantam o futuro da instituição», uma vez que, pelas «suas competências institucionais e estatutárias», é a responsável por assegurar «o acompanhamento, a cooperação e o apoio às santas casas».
Paralelamente, a Câmara agendou também reuniões com o presidente da assembleia-geral da SCMS, Jorge Madeira, e com os trabalhadores da instituição, com o intuito de «os voltar a ouvir, conhecer diretamente as suas preocupações e recolher contributos sobre a situação em curso».
«O Município de Serpa reafirma a sua total disponibilidade para colaborar, de forma construtiva e responsável, com todas as entidades envolvidas, tendo em vista uma solução estruturada, estável e duradoura, que garanta a continuidade dos serviços prestados à comunidade e a salvaguarda dos legítimos interesses dos seus utentes, trabalhadores, fornecedores e demais partes interessadas», refere a mesma fonte.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, na passada segunda-feira, antes da assembleia-geral, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais alertou que a «proposta de parceria estratégica» que seria votada colocaria a SCMS, caso fosse aceite, «numa posição de extrema fragilidade jurídica, financeira e institucional».
Também o Movimento em Defesa do Hospital de São Paulo criticou a possibilidade dos serviços da Santa Casa serem «entregues ao negócio privado», exigindo que o Governo assuma «as suas responsabilidades» e integre «definitivamente o Hospital de São Paulo e o bloco operatório na esfera do Serviço Nacional de Saúde».










