Sete criadores e uma exposição na reta final do festival de dança de Évora

O Fidanc - Festival Internacional de Dança Contemporânea entra na reta final entre 9 e 19 de setembro, com espetáculos, performances, curtas, conversas e uma exposição distribuídos por Évora, Vera Cruz e Monsaraz.

A 21.ª edição do festival, organizado pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), encerra reunindo «diferentes gerações de criadores»: Tales Frey, Nélia Pinheiro, Beatriz Albuquerque, Carolina Batalha, Costanza Givone, Catarina Mota e Paulo Quedas, com apresentações «em sala, espaço público, escola, património e online».

O festival apresentou-se este ano «com um novo formato, dilatado no tempo e distribuído por três localidades do Alentejo Central».

As linhas curatoriais desta edição «centram-se na relação entre corpo, identidade, ação performativa e ocupação do espaço, cruzando criação artística, formação, participação e contacto com diferentes públicos», refere a organização.

Esta última fase atravessa, de acordo com a mesma fonte, «alguns dos principais espaços culturais, públicos e patrimoniais da região»: praça do Giraldo, Teatro Garcia de Resende, Salão Central Eborense, Escola Básica do Bairro de Almeirim, jardim público de Vera Cruz, Espaço da Universidade, em Monsaraz, e Biblioteca Pública de Évora.

A programação arranca a 9 de setembro com as Curtas de Dança de Nélia Pinheiro, disponíveis gratuitamente em www.cdce.pt até 19 de setembro.

A 12 de setembro apresentam-se os «Solos» a partir de criações de Nélia Pinheiro, com interpretação de Fábio Simões, Francisco Freire e Sara Gomes, às 11h00 na praça do Giraldo, em Évora, e às 16h30 no jardim público de Vera Cruz.

Três dias depois, a 15, o festival chega à Escola Básica do Bairro de Almeirim, em Évora, com «Álbum de Família», de Costanza Givone. As sessões decorrem às 10h30 e às 14h30 e são seguidas de conversa entre a artista e o público, «dando continuidade à dimensão formativa e de mediação do festival», explica a companhia.

A 16 de setembro, a programação regressa à praça do Giraldo, às 18h00, com «Space: After Lygia Pape…», de Beatriz Albuquerque. Nessa noite, às 21h30, o Salão Central Eborense recebe «AU|SENTE», de Catarina Mota e Paulo Quedas.

O bloco final é também marcado pela presença de Tales Frey, artista associado do Fidanc 2026. O criador brasileiro apresenta três obras — «TuTuFruFru», «Tapete Vermelho» e «Triunfo» —, dando continuidade, segundo a organização, à «retrospetiva autoral iniciada em junho».

A 17 de setembro, no Teatro Garcia de Resende, Tales Frey apresenta «TuTuFruFru», às 21h00, e «Tapete Vermelho», às 21h30. No dia seguinte, às 21h30, regressa ao Salão Central Eborense com «Triunfo», encerrando a sua presença nesta edição enquanto artista associado.

Ainda a 18 de setembro, às 18h30, a praça do Giraldo recebe «A rapariga que usava saias nos dias de vento», de Carolina Batalha, «reforçando a ocupação artística do espaço público da cidade», refere a CDCE.

O encerramento acontece a 19 de setembro, em dois momentos. Às 11h00, no Espaço da Universidade, em Monsaraz, são novamente apresentados os «Solos» a partir de criações de Nélia Pinheiro, com interpretação de Fábio Simões, Francisco Freire e Sara Gomes.

À noite, às 21h30, o Teatro Garcia de Resende, em Évora, recebe «A vida feral na luz, sem desviar o olhar», da mesma coreógrafa, seguida de conversa com o público.

Até 19 de setembro permanece patente na Biblioteca Pública de Évora a exposição «A Febre das Palavras / Fever of Words», de Sara Bichão, com curadoria de Luísa Especial, a partir de uma seleção de obras pertencentes à Coleção JF e à artista.

A mostra, inaugurada a 16 de julho, «propõe um diálogo entre corpo, palavra, matéria e memória, alargando a programação do festival ao campo das artes visuais», indica a organização.

Em balanço desta fase, a CDCE afirma: «A última fase do Fidanc 2026 concentra o desenho desta edição: uma programação que atravessa salas, praças, escola, património, artes visuais e plataformas online. O festival encerra afirmando a dança como lugar de encontro entre criação, cidade e comunidade.»

Com 21 edições, sublinha a companhia, o festival «afirma-se como um festival de dança de referência no Alentejo e no contexto da dança contemporânea em Portugal, consolidando Évora e o Alentejo Central como lugares de criação, circulação artística e encontro entre artistas, públicos e território».

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Hilda de Paulo/D.R.

Uma resposta

  1. Boa Tarde.
    O GRUPO “DANÇA FADO”, do qual sou Fundadora e Coordenadora desde 2016, é um grupo de Évora, já com atuações em alguns eventos públicos. A minha mensagem vai no sentido de obter informações, sobre a possibilidade, de eventuais participações de Dança em Évora.
    Grata desde já pela atenção dispensada.
    968267221.

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