O empreendimento é constituído por dois blocos habitacionais, com 24 apartamentos de tipologia T2 e 36 de tipologia T3, destinados sobretudo a jovens casais e a agregados familiares com rendimentos médios. A construção foi financiada por um empréstimo contraído junto do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), com um prazo de pagamento de 30 anos, de acordo com o jornal Perspetiva, que acompanhou a cerimónia.
A sessão começou no salão nobre dos Paços do Concelho e terminou junto às novas habitações, com a entrega das chaves às famílias contempladas por sorteio. O presidente da Câmara de Elvas, José Rondão Almeida, considerou tratar-se de «um dia importante para Elvas e para estas famílias» e classificou a atribuição das casas como «uma oportunidade, uma garantia e uma segurança».
O autarca apresentou também o percurso do município na Estratégia Local de Habitação, que já disponibilizou 336 fogos no concelho, entre habitação social, casas de rendas controladas e habitação jovem. «Em cerca de quatro anos conseguimos mexer em mais de 330 apartamentos. Isso demonstra o nosso compromisso», afirmou, acrescentando que os novos moradores passam a «ter menos preocupação na gestão do seu orçamento familiar».
Já o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, anunciou a disponibilização de 1500 milhões de euros para que o Estado e as autarquias construam habitação, com a meta fixada em 2030. «Temos forma de financiar as 133 mil casas que os municípios dizem ser necessárias. É uma boa notícia», afirmou.
O governante defendeu que a resposta não depende de um único agente: «Não existe uma solução única, nem existe um único responsável. O Estado, as autarquias, o setor cooperativo e o investimento privado têm todos um papel a desempenhar». E sublinhou que «a habitação não pode ser vista apenas como uma política social, é também uma condição do desenvolvimento económico do país».











Uma resposta
Os idosos, sobretudo os que vivem com pensões miseráveis e mal conseguem pagar as despesas, é que deviam ter prioridade nas casas. Isso é que era justiça! Em vez disso, andam a dar casas a malta nova que ainda tem idade e capacidade para trabalhar. Vejam mas é pelos idosos, que muitos passaram uma vida inteira a trabalhar e agora são deixados para trás. Deixem-se de tretas! É sempre a mesma história: casas e benefícios para quem vocês querem, para os amigos, para os bonitinhos e para quem tem padrinho. Para os outros, é esperar e calar. Uma verdadeira vergonha.