Elvas entrega 60 casas de renda acessível num investimento de seis milhões

Sessenta famílias receberam este domingo, 20 de setembro, as chaves das novas habitações de renda acessível construídas pelo Município de Elvas na Quinta dos Arcos. O investimento, superior a seis milhões de euros, integra a Estratégia Local de Habitação do concelho.

O empreendimento é constituído por dois blocos habitacionais, com 24 apartamentos de tipologia T2 e 36 de tipologia T3, destinados sobretudo a jovens casais e a agregados familiares com rendimentos médios. A construção foi financiada por um empréstimo contraído junto do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), com um prazo de pagamento de 30 anos, de acordo com o jornal Perspetiva, que acompanhou a cerimónia.

A sessão começou no salão nobre dos Paços do Concelho e terminou junto às novas habitações, com a entrega das chaves às famílias contempladas por sorteio. O presidente da Câmara de Elvas, José Rondão Almeida, considerou tratar-se de «um dia importante para Elvas e para estas famílias» e classificou a atribuição das casas como «uma oportunidade, uma garantia e uma segurança».

O autarca apresentou também o percurso do município na Estratégia Local de Habitação, que já disponibilizou 336 fogos no concelho, entre habitação social, casas de rendas controladas e habitação jovem. «Em cerca de quatro anos conseguimos mexer em mais de 330 apartamentos. Isso demonstra o nosso compromisso», afirmou, acrescentando que os novos moradores passam a «ter menos preocupação na gestão do seu orçamento familiar».

Já o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, anunciou a disponibilização de 1500 milhões de euros para que o Estado e as autarquias construam habitação, com a meta fixada em 2030. «Temos forma de financiar as 133 mil casas que os municípios dizem ser necessárias. É uma boa notícia», afirmou.

O governante defendeu que a resposta não depende de um único agente: «Não existe uma solução única, nem existe um único responsável. O Estado, as autarquias, o setor cooperativo e o investimento privado têm todos um papel a desempenhar». E sublinhou que «a habitação não pode ser vista apenas como uma política social, é também uma condição do desenvolvimento económico do país».

Uma resposta

  1. Os idosos, sobretudo os que vivem com pensões miseráveis e mal conseguem pagar as despesas, é que deviam ter prioridade nas casas. Isso é que era justiça! Em vez disso, andam a dar casas a malta nova que ainda tem idade e capacidade para trabalhar. Vejam mas é pelos idosos, que muitos passaram uma vida inteira a trabalhar e agora são deixados para trás. Deixem-se de tretas! É sempre a mesma história: casas e benefícios para quem vocês querem, para os amigos, para os bonitinhos e para quem tem padrinho. Para os outros, é esperar e calar. Uma verdadeira vergonha.

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