Paulo Raimundo: “O que a ministra precisa fazer é construir o novo hospital”

O secretário-geral do PCP diz que a ministra da Saúde “não precisa de alterar procedimentos de comunicação” no Ministério, como afirmou. Mas “construir o novo hospital” de Évora. E já.

Paulo Raimundo falava aos jornalistas, no Teatro Garcia de Resende no final da apresentação pública do candidato da CDU à Câmara nas eleições autárquicas deste ano, João Oliveira. E aproveitou para reagir ao relatório preliminar da Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) que analisou o impacto das greves dos técnicos de emergência em 2024.

Esta inspeção concluiu que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) ficou impedido de definir os serviços mínimos por não ter recebido atempadamente do Ministério da Saúde, tutelado pela ministra Ana Paula Martins, os pré-avisos dos sindicatos.

Paulo Raimundo considera que, perante este relatório que ainda é preliminar, só lhe cabe “recuar ao tempo em que a ministra disse que ia assumir todas as responsabilidades”.

“Há relatório, preliminar, daquilo que percebi, e portanto não quero conceber a possibilidade de a ministra, em função daquilo que disse, não tomar agora todas as consequências que decorrem daí”, insistiu.

Questionado sobre o facto de a ministra da Saúde ter já rejeitado retirar ilações políticas deste relatório da IGAS, reconhecendo apenas a necessidade de alterar procedimentos de comunicação no seu ministério, o líder do PCP argumentou que o problema não é comunicacional.

“O que a ministra precisa de fazer não é alterar procedimentos de comunicação no ministério. O que precisa de fazer é de construir o [novo] hospital” de Évora, e “não é para 2027, é agora que é preciso, e de pôr mais médicos, mais técnicos, mais enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde”.

Para Paulo Raimundo, esse “é que é o grande problema deste Governo, não é um problema de comunicação. É um problema de execução de uma política errada”. E o líder comunista até lembrou que não costuma “pedir cabeças de ministros”, porque considera que “isso não resolve nenhum problema” .

Durante o seu discurso, Paulo Raimundo já tinha abordado a questão da construção do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, cujas divergências com o Governo foram invocadas pelo Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central para justificar o pedido de demissão apresentado, na quarta-feira, ao Governo.

O PCP entregou no parlamento um requerimento para ouvir a ministra da Saúde “sobre estes atrasos incompreensíveis” ligados ao projeto, afirmou o líder comunista, responsabilizando também o PSD pelos mesmos.

Fotografia | Nuno Veiga/Lusa

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