Em comunicado, o Comando Territorial de Portalegre da GNR, explica que, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE), o homem foi detido na terça-feira, no âmbito de uma investigação por violência doméstica.
A GNR indicou ter apurado que o suspeito exercia “violência física e psicológica” contra a vítima e, no seguimento das diligências policiais, deu cumprimento a um mandado de detenção.
Em comunicado publicado na sua página na Internet, o Ministério Público (MP) revelou que o homem, indiciado pela prática do crime de violência doméstica, foi presente a primeiro interrogatório judicial, ficando proibido de se aproximar da vítima, da sua residência e do seu local de trabalho, num raio de 300 metros, medida essa que deverá ser controlada através de meios técnicos de controlo à distância.
Além disso, está proibido de contactar a ofendida por qualquer meio ou por interposta pessoa, de contactar com as testemunhas no processo e de adquirir ou deter armas e obrigado a entregar as que detenha num posto policial.
Por determinação judicial, o homem fica ainda sujeito a apresentações periódicas, duas vezes por semana, no posto policial da área de residência.
Segundo o MP, a relação de namoro entre o arguido e a vítima durou “entre outubro de 2020 e outubro de 2024. Ao longo desse tempo, “os factos indiciam fortemente” que o homem “sempre evidenciou um comportamento ciumento, agressivo e possessivo para com a vítima, proibindo-a de usar determinadas roupas, estar com os amigos, insultá-la ou mesmo agredi-la”.
A ofendida, de acordo com o MP, decidiu terminar a relação de namoro, o que “não foi bem aceite” pelo arguido.
O MP relatou ainda que, no dia 23 de fevereiro, a vítima conduzia o seu automóvel quando o arguido se “colocou no meio da estrada, obrigando-a a travar”. De seguida, “o arguido “conseguiu abriu a porta do veículo e começou, de imediato, a desferir murros em diversas partes do corpo da vítima, ao mesmo tempo que lhe puxava os cabelos e a insultava”.
Ainda de acordo com o MP, “o arguido puxou, depois, a vítima pelos cabelos e arrastou-a para fora da viatura, arrancando-lhe uma grande quantidade de cabelo, fazendo-a cair ao chão”, tendo a mulher, em “resultado das agressões”, tido “necessidade de tratamento hospitalar”.