5G desce à terra: Alandroal estreia projeto-piloto em territórios rurais

O concelho de Alandroal é o primeiro do país a implementar no terreno o projeto 5G.RURAL, uma iniciativa que pretende levar redes e serviços de nova geração a territórios de baixa densidade. Uma carrinha itinerante da cultura e um centro interpretativo com realidade aumentada na Fortaleza de Juromenha são os dois primeiros projetos a arrancar com esta tecnologia.

Uma carrinha itinerante da cultura e conteúdos 3D e realidade aumentada no novo centro interpretativo da Fortaleza de Juromenha são dois dos projetos que vão surgir em Alandroal, o primeiro concelho a implementar o projeto 5G.RURAL.

“O Município de Alandroal é o primeiro a aderir com projetos práticos ao 5G.RURAL”, um projeto que “vai fazer chegar estas redes e infraestruturas 5G a zonas de baixa densidade em Portugal”, diz Raul Junqueiro, da Innovationpoint, empresa que integra o consórcio responsável pelo desenvolvimento do projeto, num investimento de 5,3 milhões de euros, com apoio de fundos comunitários.

O projeto, apresentado em outubro do ano passado em Portalegre, chega agora ao terreno, estreando-se em Alandroal, numa cerimónia, às 17h00, naquele concelho alentejano, na qual vai ser apresentada a nova antena 5G. Na ocasião vai ser também dado a conhecer um dos projetos práticos que o 5G.RURAL faz ‘nascer’ neste território alentejano, a Carrinha Itinerante da Cultura, divulgaram os promotores, em comunicado.

Sem querer revelar muito sobre o projeto, Raul Junqueiro explicou que uma das ideias principais que está na base da criação desta carrinha “é fazer chegar a cultura a todas as pessoas do território”. De acordo com o consórcio, a carrinha está “pensada para levar conteúdos culturais de qualidade a toda a população, de aldeia em aldeia”.

A ideia é “inspirada nas antigas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, que fizeram um trabalho fantástico no pós-25 de Abril”, disse o administrador e presidente do conselho de administração do dstgroup, José Teixeira, citado no comunicado.

A carrinha vai “difundir conteúdos culturais de qualidade, sejam gravados ou em streaming, para toda a população, principalmente aqueles que não tenham literacia digital”, procurando “dar bons motivos para as pessoas voltarem a encontrar-se, conversarem e consumirem conteúdos culturais”, frisou o mesmo responsável.

Além desta ação, que arranca em Alandroal, outro dos projetos concretos do 5G.RURAL neste concelho alentejano pode ser encontrado no novo centro interpretativo da Fortaleza de Juromenha.

Com inauguração também marcada para sábado, dia em que são ainda inauguradas as obras de restauro das muralhas da fortaleza, em Juromenha, o centro interpretativo vai oferecer aos visitantes uma sala que dispõe de tecnologia 3D e realidade aumentada, só possível graças ao 5G.

“As pessoas poder recriar o imaginário de todo um passado histórico e patrimonial de Juromenha, que pode e deve passar para o mundo inteiro. Portanto, esta tecnologia 5G também vai fazer com que os visitantes percebam melhor o que era a fortaleza”, diz ainda Raul Junqueiro.

Por agora, estas e outras ações a implementar em Alandroal integram os dois casos de uso do 5G.RURAL a que este concelho já aderiu – o do turismo e o da arte e cultura -, mas o projeto engloba mais quatro: educação, agricultura, energia e ação social.

A iniciativa visa transformar a forma como as comunidades de baixa densidade se conectam ao mundo digital, fazendo-lhes chegar a nova geração de 5G, através de uma infraestrutura ‘neutral host’ e que possam aparecer novos serviços de proximidade às pessoas.

“Este projeto pode representar uma oportunidade histórica para conseguirmos reverter (…) décadas de assimetrias territoriais, colocando a inovação tecnológica ao serviço das pessoas e da economia local e da própria coesão social, para que, no fim do dia, isto se traduza em coesão territorial”, prossegue o responsável da empresa.

O 5G.RURAL, que já tem mais municípios interessados, “é apenas o ponto de partida” para criar “um serviço de inclusão digital para as pessoas destas comunidades que, se não fosse este projeto, muito provavelmente seria difícil existir nestes territórios”, frisou.

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