A GNR alerta que este fenómeno “ocorre de forma dispersa em todo o território nacional”, incluindo Évora, Beja e Portalegre. Segundo os dados provisórios até 30 de junho, o distrito de Beja registou um caso, tal como Portalegre, enquanto Évora não apresentou qualquer ocorrência.
A GNR explica que “os suspeitos publicam anúncios de arrendamento de imóveis a preços apelativos, em sítios da internet com relevo e muita visibilidade”, sendo frequente que usem “fotografias de imóveis reais, apesar do contexto e elementos de arrendamento serem falsos”.
O método mais comum consiste em convencer a vítima a pagar um sinal para garantir a reserva do imóvel, apenas para depois perceber que o mesmo não existe ou não está disponível.
Fonte da GNR sublinha: “A vítima só percebe que foi burlada meses depois”, e enumera que isso acontece geralmente “quando tenta contactar o suspeito, constatando que o contacto deixou de estar ativo; quando pretende recolher a chave da habitação; ou quando verifica que a morada que lhe foi fornecida não existe”.
Como forma de prevenção, a Guarda recomenda cautela com ofertas muito vantajosas, a exigência de visitas presenciais e a verificação da identidade do anunciante. Também aconselha a desconfiar de pedidos de pagamento apressado e a cruzar informações em várias plataformas.
“Com estas medidas, pretendemos contribuir para a prevenção e o combate aos diversos tipos de burlas”, conclui a mesma fonte.