Nascido em Évora, Armando Nascimento Rosa é autor de mais de 30 obras dramáticas originais, incluindo dois libretos de óperas. Entre as distinções atribuídas ao autor, encontra-se o Prémio Novas Dramaturgias, em 2020, precisamente com a peça que hoje estreia.
A encenação é assinada por Paulo Alves Pereira.
Sobre o espetáculo, a companhia apresenta-o como “uma fábula contemporânea sacrificial e vingadora, um thriller de teatro que nos prende desde a primeira cena a um enredo feito de monstruosidades reconhecíveis, que o subtítulo explicita: A vida é um lugar perigoso”.
A Bruxa Teatro explica que o título da peça “é uma pista enganosa, pois Rimbaud não é personagem da ação, somente alguém que escreve poemas enquanto exerce ofício criminoso numa rede de tráfico de órgãos humanos”.
A mesma nota descreve o texto como “um retrato de barbárie, tão literal quanto metafórica, dirigido à distopia global em que vivemos, no chamado capitalismo tardio”.
Em palco surgem cinco personagens — Alphonse, Ulrike, Helena, O Patrão e Alminah — que, segundo a companhia, “nos conduzem a nenhures no deserto norte-africano, com a convicção de que o teatro pode expor-nos perante histórias cáusticas com adrenalina e pensamento, horror irónico e humor sombrio, acerca da humana desumanidade”.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Luís Cutileiro/D.R.











