Os números agora divulgados pelo projeto LIFE Aegypius Return apontam para um ligeiro aumento da população da espécie nas colónias do Douro internacional, Tejo internacional e na Herdade da Contenda, no concelho de Moura.
Esta ação, iniciada em 2022, visa aumentar a população reprodutora da maior ave de rapina da Europa e inclui a identificação e marcação de crias, como aconteceu recentemente na região da Vidigueira.
De 44 casais e 20 crias observados em 2022, passou-se quase para o triplo, estimando-se a existência, este ano, de 56 crias e de entre 119 a 126 casais.
Há vários séculos esta era uma ave comum na Península Ibérica, mas ao longo do século XX o abutre preto, devido à perda do habitat, ao envenenamento ilegal e à perseguição direta, quase desapareceu.
Nos anos 70, em Portugal, a população reprodutora de abutre-preto extinguiu-se em Portugal e apenas cerca de 200 pares restavam em Espanha, em 1973.
No final dos anos 80 o número de abutres-pretos recupera em Espanha, muito devido à adoção de medidas de proteção legal. Já neste século, na primeira década, o abutre-preto regressou aos ceús de Portugal.











