Camerata Atlântica leva “Acis and Galatea”, ópera de Händel, a Ponte de Sor

A Camerata Atlântica apresenta esta segunda-feira, no Cinema Teatro de Ponte de Sor, a ópera pastoral “Acis and Galatea”, de George Händel, reunindo um elenco de cantores líricos portugueses em torno da mais antiga ópera em língua inglesa do compositor.

“Acis and Galatea”, composta em 1708, é apontada como a primeira ópera em língua inglesa de Händel, sendo o libreto de John Gay, e inspira-se num dos livros das “Metamorfoses”, do poeta latino Ovídio, nomeadamente o amor trágico entre a ninfa Galatea e o humano Acis, destruído pelo seu rival, o ciclópico Polifemo.

O elenco é constituído pela soprano Mariana Castello-Branco, no papel de Galatea, pelo tenor João Pedro Cabral, no papel de Acis, pela soprano Alexandra Bernardo, no papel de Damon, pelo barítono André Henriques, no papel de Poliphemus, e ainda, como ninfas e pastores, pelos cantores líricos Catarina Carvalho, Estrela Martinho, António Geraldo, João Fará e Tiago Amado Gomes.

Mariana Castello-Branco colaborou, recentemente com a orquestra Divino Sospiro na Cantata “Il Natale di Giove”, de João Cordeiro da Silva, no Palácio de Queluz. Participou na ópera “Flauta Mágica”, de Mozart, numa produção da Orquestra Metropolitana de Lisboa e do Centro Cultural de Belém, onde desempenhou o papel de Rainha da Noite e na estreia moderna da Cantata “A Ninfa do Tejo”, de Scarlatti. 

João Pedro Cabral estudou canto no Conservatório Nacional, com Paula Russo. Entre 2010 e 2011 fez parte do Flanders Operastudio Vlaanderen, na Bélgica, e atuou com o Atelier Lírico da Ópera Nacional de Paris, tendo-se apresentado em recitais em Paris e Londres.

Alexandra Bernardo terminou o curso de Canto com classificação máxima na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo, na classe de Joana Levy. Fez a sua especialização em ópera e “lied” com Elena Dumitrescu Nentwig e Elisabete Matos.

André Henriques concluiu o curso de Canto do Conservatório Nacional, com António Wagner Diniz. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, estudou com Donald Maxwell no Royal Welsh College of Music and Drama, em Cardiff. Participou numa produção de “Acis and Galatea” com o Coro e a Orquestra Gulbenkian, sob a direção do maestro Lorenzo Viotti, tendo desempenhado o mesmo papel que nesta produção da Camerata Atlântica.

A Camerata Atlântica, que se prefigura como uma pequena orquestra de cordas, é um projeto da violinista venezuelana Ana Beatriz Manzanilla, radicada em Portugal desde 1996, quando foi convidada para ser concertino da Orquestra do Norte.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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