Miguel Bravo permanece em liberdade, sujeito à obrigação de se apresentar duas vezes por semana perante as autoridades, impedido de contactar a vítima e de utilizar redes sociais.
O caso remonta a julho de 2024, quando o cantor foi detido nos camarins do recinto das Festas do Porto Alto, no concelho de Benavente, onde se preparava para actuar.
No comunicado divulgado aquando da detenção, a Polícia Judiciária indicou-o como suspeito de «um crime de abuso sexual de crianças, um crime de pornografia de menores agravados e ainda dois crimes de aliciamento de menores para fins sexuais» praticados na Azaruja, concelho de Évora.
A vítima, segundo a PJ, tinha 11 anos à data do início dos factos e, desde setembro de 2023, vinha sendo «instigada e persuadida a trocar fotografias de nudez e a praticar atos sexuais de relevo com o suspeito».
A denúncia foi apresentada pela mãe da vítima. De acordo com o relato que fez na altura, Miguel Bravo, pensando que estava a falar com a menor, pediu-lhe, através de mensagem de telemóvel, que fizesse um vídeo pornográfico, tendo deixado a ameaça de «divulgar na Azaruja as fotos que tinha dela» caso se recusasse.
Foi nesse momento que a mãe se apercebeu do que se estava a passar. «No telemóvel da minha filha também havia vídeos explícitos dele», afirmou.












