A candidatura, refere a ADMC, envolve um consórcio com seis autarquias (Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Sousel e Vila Viçosa), o consórcio Monte, a Assimagra – Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores (Assimagra) e a Heranças do Alentejo – Associação de Turismo no Mundo Rural
“Fomos defender a nossa candidatura na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, está na fase de pré-qualificação, aguardamos o resultado”, revela Ângelo de Sá, presidente da ADMC, explicando que a ideia é “fazer a valorização dos recursos endógenos da região, dos vinhos aos mármores e aos queijos, dos enchidos aos azeites, para promover o que aqui se produz”.
Não se trata da primeira tentativa da associação para valorizar a Serra d’Ossa. “Anteriormente tivemos uma primeira proposta, mais virada para o turismo, mas que já envolvia estes conceitos. Por uma razão qualquer, que desconhecemos, não chegámos a ser ouvidos, mas ultimamente temo-nos apercebido da existência de uma série de iniciativas, nomeadamente em termos de produtos turísticos, relacionados com a Serra d’Ossa. Há sete anos, que apresentámos essa proposta”, refere Ângelo de Sá, lembrando que a ADMC está sobretudo apostada em promover a “inovação e a competitividade”.
No caso desta candidatura, sublinha, trata-se de apostar na “promoção e investigação sobre produtos da serra e regeneração de ecossistemas” e elaborar um plano estratégico de desenvolvimento “da rede colaborativa do turismo rural e ambiental”
“A escolha dos recursos endógenos so- bre os quais assentou a estratégia de desenvolvimento mereceu uma concordância plena de todos os envolvidos” acrescenta a ADMC, referindo que “apesar dos elevados constrangimentos sentidos neste território de baixa densidade, existem também vários aspetos ligados ao património cultural, natural e paisagístico de elevado interesse que podem, se corretamente utilizados, ser geradores de riqueza”.