Fonte autárquica revela que o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil foi ativada na sequência da reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil.
Conforme tem vindo a ser noticiado pela Alentejo Ilustrado, a depressão Kristin causou um elevado número de ocorrências no concelho de Alcácer do Sal. O Rio Sado galgou a margem e inundou a baixa da cidade, provocando prejuízos elevados e obrigando à evacuação de um lar de idosos. Ainda há famílias isoladas. E a chuva e ventos fortes “originaram a queda de estruturas e de árvores, danos em habitações e infraestruturas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e nas comunicações, cortes de vias rodoviárias, perturbações no normal funcionamento dos serviços públicos e da vida da população”.
Segundo o município, a ativação do Plano “também se justifica porque, de acordo com a informação disponível, mantém-se a previsão de persistência de condições meteorológicas adversas, suscetíveis de agravar os efeitos já verificados, nomeadamente ao nível do vento forte, precipitação intensa e instabilidade das estruturas.”
Por outro lado, acrescenta a mesma fonte, “mantém-se, igualmente, o caudal de elevada intensidade do Rio Sado, provocado pelas descargas contínuas das barragens de Vale do Gaio, Pego do Altar, Campilhas, Odivelas e Alvito.”
A autarquia considera que “toda esta situação configura um agravamento excecional do risco coletivo, exigindo a adoção de medidas de carácter excecional com vista à salvaguarda de pessoas e bens, bem como à reposição da normalidade, que é enquadrável com a ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Alcácer do Sal.”
Assegurando que os servicos municipais e agentes de Protecão Civil estão “totalmente empenhados e em permanente estado de prontidão e intervenção”, a Câmara de Alcácer do Sal refere que será dada “prioridade absoluta às ações de socorro, salvamento e assistência às populações, incluindo realojamento temporário, sempre que necessário”.
Está também previsto “o reforço da vigilância e monitorização das zonas de risco, nomeadamente, linhas de água, taludes, zonas urbanas vulneráveis e infraestruturas críticas e a interdição ou condicionamento de acessos a vias rodoviárias, espacos públicos e edifícios que apresentem risco para a segurança de pessoas e bens.”
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Rui Minderico/Lusa












