Alcácer do Sal adia eleições presidenciais devido à situação de calamidade

A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, decidiu esta quinta-feira adiar no concelho o segundo sufrágio das eleições presidenciais, previsto para domingo, alegando falta de condições devido à situação de calamidade e às inundações que deixaram localidades isoladas e a zona baixa da cidade submersa.

“Já tínhamos refletido ontem [quarta-feira] e falado com os presidentes de junta sobre essa eventualidade e hoje concretizámos com o envio às entidades competentes dessa decisão de não realizar as eleições” este domingo, revela Clarisse Campos, que comunicou a decisão à Comissão Nacional de Eleições, após a visita do Presidente da República à cidade.

“Não temos mesmo condições. Temos muitas localidades que estão isoladas, algumas delas onde funcionam mesas de voto. Temos toda a zona baixa da cidade completamente inundada”, pelo que “era impensável que o ato eleitoral se realizasse com as mínimas condições”, reconhece a autarca.

Lembrando que em Alcácer do Sal, um dos concelhos abrangidos pela situação de calamidade decretada pelo Governo até domingo, “a situação ainda é mais grave do que na semana passada”, Clarisse Campos diz que “a decisão será a de não realizar [este domingo] o ato eleitoral” da segunda volta para as presidenciais.

O Presidente da República, que hoje visitou as zonas inundadas da baixa de Alcácer do Sal, admitiu que alguns municípios poderão decidir adiar as eleições presidenciais devido à situação de calamidade.

“A palavra decisiva é do presidente de câmara, ou da presidente de câmara, não é nem do Presidente da República, nem do Governo, nem da Assembleia da República”, disse, acrescentando que “não havendo condições, está lá previsto, em caso de calamidade, exercer esse poder e, portanto, permite, que as eleições sejam oito dias depois, sete dias depois”.

Questionada sobre se estas palavras foram um incentivo, Clarisse Campos manteve que a questão já estava “praticamente” decidida: “Podem existir locais onde não seja necessário, mas qualquer pessoa que se desloque à cidade e que observe como estamos, percebe que é completamente impensável realizar o ato eleitoral no domingo”.

Sobre uma nova data, a autarca refere que, “em conformidade com a lei”, o próximo ato eleitoral teria de se realizar “na semana seguinte”. No entanto, disse “aguardar pela decisão das entidades competentes”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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