Em comunicado, a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, defende que o “desenvolvimento económico, a implantação de novos projetos, a criação de emprego e a diversificação de atividades” neste território não se podem sobrepor às necessidades da população e “à custa das reservas de água essenciais para assegurar o abastecimento”.
Por isso, enfatiza, “estamos muito felizes com esta decisão”.
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Na nota, a autarca, eleita pelo PS, recorda que “sempre se manifestou contrária a este projeto” mineiro e que “esse foi o parecer do município, mesmo após a reformulação” do investimento.
“Entendemos que o projeto apresentava muitos riscos, o abate de extensas áreas de montado de sobro e a possibilidade de impactos nas captações de água que abastecem as populações de Vale de Guizo, Mil-Brejos Batão, Rio de Moinhos e Torrão, não representando, na nossa opinião, uma mais-valia para o nosso território”, acrescenta Clarisse Campos.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, também o presidente da Câmara de Grândola, Luís Vital Alexandre, já se congratulou com a decisão da APA e disse esperar que este seja o culminar do processo. O mesmo sucedendo com a associação ambientalista Zero, considerando que este chumbo “confirma que as ‘alterações cosméticas’ apresentadas pelo promotor não foram suficientes para mitigar os impactos estruturais e irreversíveis que a mina representaria para a região”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.












