Alcácer do Sal pede estado de calamidade devido a prejuízos das cheias

A Câmara de Alcácer do Sal vai pedir ao Governo a declaração do estado de calamidade no concelho, na sequência dos prejuízos provocados pelas inundações na cidade e pelos estragos associados à passagem da depressão Kristin, que afetaram habitações, comércio, equipamentos sociais e acessibilidades em várias zonas do município.

“Ainda não conseguimos avaliar esses prejuízos e, por isso mesmo, é que dizemos que é importante a questão do estado de calamidade, porque temos uma série de estabelecimentos comerciais, casas particulares e o lar [de idosos que foi evacuado] que têm inundações grandes”, diz a presidente do Município, Clarisse Campos.

De acordo com a autarca, a subida do Rio Sado causou várias inundações na baixa da cidade, nomeadamente na Avenida dos Aviadores, a zona mais crítica de Alcácer do Sal, causando prejuízos em estabelecimentos de “restauração, pastelaria e artesanato”.

“De certeza que os prejuízos serão elevados, para além de serviços afetados desde o fim de semana naquelas regiões onde as estradas tiveram de ser cortadas e as populações isoladas” afetando “o negócio” nessas zonas, acrescentou. 

Reconhecendo que a situação no seu concelho não é tão grave quanto a do Município de Leiria, onde houve vítimas mortais, Clarisse Campos, refere, contudo, que “as pessoas precisam de ajuda para voltarem a reabilitar os seus equipamentos e recuperar”.

E, por isso, avança que vai entrar em contacto ainda hoje com o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, no sentido de ser avaliada a situação de calamidade no concelho de Alcácer do Sal.

Questionada sobre quais as populações que estão isoladas, a autarca aponta o Bairro do Forno da Cal, que fica muito próximo da cidade, e às povoações de Santa Catarina, Vale de Guizo e São Romão, as três últimas desde o fim de semana, com o corte da circulação rodoviária nas estradas de acesso à sede de concelho, devido a terem ficado inundadas.

Segundo Clarisse Campos, o Município está a articular com as juntas de freguesia o apoio às populações e também com os lares de idosos “para perceber o que é necessário em termos de apoio domiciliário”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Rui Minderico/Lusa

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