Aldo Passarinho é o novo presidente do Instituto Politécnico de Beja

Aldo Passarinho foi esta manhã eleito presidente do Instituto Politécnico de Beja. O novo presidente obteve 14 votos dos elementos que integram o Conselho Geral, contra sete que votaram em Miguel Tavares.

Luís Godinho (texto) 

O novo presidente assume como prioridade devolver protagonismo à instituição, apostando numa liderança mais próxima, dialogante e orientada para o território.

Docente desde 1997, Aldo Passarinho defende um modelo de governação centrado na valorização das pessoas e na criação de condições para reforçar a ligação à sociedade. «Move-me a vontade de promover melhorias organizacionais e nas infraestruturas académicas e de investigação, tal como no reforço do bem-estar da comunidade académica», afirmou em entrevista à Alentejo Ilustrado, aquando do anúncio da candidatura.

A ligação ao Baixo Alentejo surge como eixo estratégico do mandato. Para Aldo Passarinho, o IPBeja deve assumir-se como «catalisador da transformação social e económica baseada na investigação e transferência de conhecimento», contribuindo para a inovação, o empreendedorismo e a valorização dos recursos locais.

Nesse sentido, defende um instituto mais interventivo no território, com «voz sempre presente» em matérias estruturais, como acessibilidades, valorização do aeroporto de Beja ou promoção do património e da sustentabilidade.

A nova presidência surge após um período que o próprio classificou como marcado por dificuldades internas, durante o qual registou a «falta de uma estratégia clara» e a «conflitualidade» como fatores que afetaram a coesão e a capacidade de afirmação institucional, sublinhando que esses problemas tiveram impacto na ligação à sociedade e na valorização do conhecimento produzido.

Entre as prioridades imediatas, destaca a necessidade de estabilizar a instituição e garantir condições de funcionamento. «Há dossiês aos quais daremos atenção desde a primeira hora», afirmou, referindo a renovação da acreditação institucional, a valorização dos trabalhadores e a melhoria das infraestruturas.

O apoio aos estudantes foi também apontado como área central, a par da consolidação das estruturas de apoio à formação e da valorização de áreas estratégicas como a agricultura.

Na área científica, Aldo Passarinho anunciou na entrevista à Alentejo Ilustrado a vontade de querer reforçar a capacidade de investigação do IPBeja, defendendo a criação de polos de gestão de unidades de investigação sediados na instituição. O objetivo passa por «criar condições mais robustas para o desenvolvimento da investigação», permitindo atrair e fixar recursos humanos qualificados e avançar com programas de doutoramento.

A reaproximação à comunidade e ao tecido económico e social foram outra das apostas elencadas, com o novo presidente a considerar essencial «uma presidência que saiba congregar esforços, fomentar o diálogo» e criar condições para que escolas, departamentos e centros de investigação reforcem a sua intervenção externa.

A valorização dos recursos humanos surge igualmente como prioridade, num contexto marcado pela saída de técnicos e pela precariedade de docentes. O responsável alerta para a necessidade de criar condições de estabilidade e progressão na carreira, de forma a garantir a qualidade do ensino e da investigação.

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