Os projetos de programação da Capote – Associação Cultural para o ciclo 2026/2027 e o 6.º Festival Arte(s) em Palco, da associação Bolsa D’Originais serão apoiados no patamar de 35 mil euros. O terceiro projeto é o Guitarras ao Alto no Crato, da Letras Frenéticas, que terá um apoio de 15 mil euros.
As restantes 14 candidaturas do Alentejo ficaram de fora, a maioria por esgotamento da dotação disponível depois de aplicados os critérios de apreciação.
Entre as excluídas contam-se projetos de teatro, dança, circo e artes de rua — nenhuma destas áreas conseguiu apoio na região —, casos do Festival Entrepicar, da Era Uma Voz, do Tem Graça, da Algures, do Contanário, da É Neste País, ou de O Que Ainda Mora, residência artística da Companhia Teatro Salomé nas aldeias do concelho de Redondo.
No conjunto do país, a DGArtes financia 71 projetos de programação artística, com uma dotação global de 1,88 milhões de euros e cinco patamares financeiros entre os 15 mil e os 55 mil euros. São apoiados 47 projetos de música, 12 de teatro, seis de dança, quatro de artes de rua e dois de circo.
Na distribuição regional, o Centro lidera com 21 projetos, seguido do Norte, com 17, e da Grande Lisboa, com 14; o Alentejo fica com três, tal como os Açores, à frente apenas da Península de Setúbal e da Madeira, com dois cada.
Os projetos decorrem até 28 de fevereiro de 2028 e, de acordo com a DGArtes, incluem «acolhimentos, coproduções e residências artísticas», podendo integrar atividades complementares nos domínios da circulação nacional, criação, internacionalização, formação, mediação, edição e investigação.
Entre os objetivos do concurso, a Direção-Geral das Artes destaca o de «reforçar a programação em regiões de menor densidade de atividade artística profissional, com iniciativas que promovam a descentralização cultural e o envolvimento comunitário».










