Em comunicado, a autarquia sublinha que recebeu a decisão governamental “com total perplexidade”, uma vez que a resolução “abrange apenas os grandes incêndios ocorridos no território nacional entre 26 de julho e 27 de agosto”.
A Câmara de Aljustrel critica ainda o facto de “não haver critério explicitado para a definição desta ‘janela temporal’, que discrimina negativamente o concelho de Aljustrel, que é um dos territórios do País com mais área ardida em 2025”.
Nesse sentido, o Município solicita ao Governo que “reveja esta decisão e que alargue o período de abrangência da referida resolução, para que os lesados pelos incêndios no nosso território possam ser abrangidos pela mesma, repondo a justiça neste processo que já tanto sofrimento causou aos produtores locais e população do concelho, maioritariamente da aldeia do Carregueiro”.
Recorde-se que os incêndios de 2025 devastaram mais de 1200 hectares no concelho de Aljustrel, afetando produtores agrícolas, pecuários e florestais. A autarquia defende que estes devem “receber, de igual forma, as medidas de apoio e de mitigação do impacto dos incêndios rurais no ano de 2025”.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Arquivo/D.R.












