Alqueva a 89% da capacidade obriga a descargas na Barragem de Pedrógão

A Barragem de Pedrógão, no concelho de Vidigueira, iniciou esta tarde descargas para o rio Guadiana para simular um caudal de cheia de 300 m³/s, cumprindo o regime de caudais ecológicos.

De acordo com a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), a simulação de caudal de cheia a jusante da Barragem de Pedrógão está enquadrada no “regime de caudais ecológicos definido no contrato de concessão celebrado entre esta entidade e o Estado português.

“A realização de descargas nesta altura permite o aproveitamento das afluências naturais, reduzindo o volume que terá de ser descarregado em Pedrógão para assegurar caudais de cheia da ordem dos 300 metros cúbicos por segundo no Rio Guadiana”, refere a empresa gestora do Alqueva, acrescentando que “devido às baixas temperaturas que se verificam, os consumos elétricos estão a ser elevados, pelo que um aumento da produção elétrica em Alqueva neste período também constitui uma vantagem para o sistema”.

Fonte da EDIA avança que a Barragem do Alqueva, ou seja, a albufeira principal do empreendimento, “está a 89% do seu volume de armazenamento”, ou seja, “a 1,66 metros de atingir a cota máxima”, que é a cota 152.

A central hidroelétrica de Alqueva “esteve a turbinar e a produzir energia para encher Pedrógão”, albufeira que fica a jusante e que, assim, pôde começar esta tarde a libertar caudal para o rio Guadiana, numa operação que se prolonga até esta quinta-feira.

“A central continua a turbinar em Alqueva e há afluências naturais que vêm do rio Ardila que, em conjunto, permitem que Pedrógão esteja na cota 84,80, que é o topo do descarregador, e assim esteja a ser libertada água”, acrescenta.

A operação está a ser feita porque “existem caudais grandes nas ribeiras e afluências naturais devido às chuvas elevadas para fazer as descargas no Guadiana de forma a atingir os 300 metros cúbicos por segundo, que é uma condição ambiental que a EDIA tem de cumprir e que, assim, é alcançada”.

Por outro lado, “os consumos elétricos estão mais elevados porque está imenso frio e a energia está a um valor mais alto, porque há mais procura. E, com as centrais de Alqueva a produzir, contribui-se para a eficiência do sistema, o que é uma vantagem”.

O tempo de trânsito dos caudais até à secção do Pulo do Lobo é de cerca de 18 horas, pelo que o aumento do escoamento em Mértola poderá verificar-se apenas após esse período.

A EDIA, que disse ter informado as entidades competentes desta operação, apelou à colaboração de todos para a salvaguarda de pessoas e bens face à subida temporária do nível do rio Guadiana a jusante da Barragem de Pedrógão.

A Câmara de Vidigueiraemitiu um alerta às populações ribeirinhas, pescadores, agricultores e demais utilizadores da zona “para adotarem as precauções necessárias” devido à subida de nível do Rio Guadiana.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

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