De acordo com o presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), José Pedro Salema, “foi decidido interromper as descargas controladas porque deixaram de ser necessárias para controlar o nível de armazenamento” da albufeira.
“Estivemos cerca de 48 horas em descarga e conseguimos controlar o nível de armazenamento da barragem”, sublinhou, alertando, contudo, tratar-se de “uma situação muito dinâmica”.
A EDIA está a fazer “um acompanhamento constante da situação e, nos próximos dias, poderá vir a ser necessário voltar a fazer descargas a partir de Alqueva”, adiantou José Pedro Salema, revelando que neste acompanhamento têm que ser avaliados três fatores: “O armazenamento de água, os caudais efluentes [que a barragem está a libertar] e afluentes [que estão a chegar à barragem] e o nível” da água em Alqueva.
“Consoante o equilíbrio destas três variáveis, então tomamos esta decisão sobre se temos que libertar mais ou menos água”, explicou, referindo que desde a interrupção das descargas, “o nível de armazenamento já subiu hoje uns quantos centímetros”.
Ao início da manhã deste domingo, a barragem encontrava-se à cota 151,81 – a escassos 19 centímetros da sua capacidade máxima de armazenamento. ”Agora estamos bem, mas temos que monitorizar constantemente e olhar para isto a cada hora”, sublinha José Pedro Salema.
Nos últimos dias, o paredão de Alqueva foi ‘palco’ de mais visitas de turistas e habitantes da região do que o habitual, que quiseram assistir à quarta operação de descargas controladas na história da barragem.
A operação de descargas controladas no Alqueva foi iniciada às 16h00 da passada quarta-feira, através da abertura dos descarregadores de meio fundo, para responder ao facto de a albufeira se encontrar próxima do Nível de Pleno Armazenamento.
Em comunicado divulgado na altura, a EDIA explicou que a operação visou responder “à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, que elevaram os níveis da albufeira para valores próximos do Nível de Pleno Armazenamento”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa












