(em atualização)
De acordo com a Empresa de Desenvolvimento e Infraestuturas de Alqueva (EDIA), às 07h00 da manhã de hoje o armazenamento da barragem tinha atingido a cota 151,97, a apenas três centímetros do máximo. Durante a madrugada chegou a ser registada um cota de 151,99.
Segundo avança o jornal Público, a situação é considerada “extremamente grave”, depois de o nível de afluências ao Guadiana internacional ter ultrapassado, na manhã desta quarta-feira, os 4100 m³ por segundo.
O jornal acrescenta que a jusante da barragem de Pedrógão “vivem-se momentos de preocupação com as populações ribeirinhas assustadas com o volume de água que neste momento o Guadiana transporta no seu percurso internacional entre o Pomarão e Vila Real de Santo António”, volume que piorou consideravelmente nas últimas horas.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, na passada segunda-feira, e face à “persistência de caudais afluentes elevados”, a EDIA procedeu à abertura dos descarregadores de meio-fundo da barragem, começando a libertar “um caudal de descarga inicial” de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s).
Citada pelo Público, fonte da EDIA acrescenta que a Barragem do Pedrógão passou a descarregar 2700 m³/s, correspondentes a “volumes libertados” pelo Alqueva, a que se somam as descargas da barragem espanhola construída no Rio Chança, “acrescidos dos caudais transportados pelas ribeiras de Limas, Carreiras, Terges/Cobres, Vascão, Odeleite e Beliche”.
De forma reiterada, ao longo dos últimos dias, e perante o risco de cheias, a EDIA tem recomendado às populações que adotem “comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas” e pede a “colaboração de todas as entidades e populações ribeirinhas na prevenção de situações de risco”.












