«Esta cedência destina-se, exclusivamente, ao desenvolvimento das atividades de ensino dos estudantes da licenciatura em Engenharia Aeroespacial», salienta a autarquia, lembrando que este curso teve início no ano letivo passado.
A Câmara refere que esta licenciatura é «mais uma aposta apoiada pelo município, com vista à valorização e potenciação das condições reconhecidamente favoráveis do território para a prática e o desenvolvimento de atividades no setor aeroespacial».
O presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, explicou à Lusa que será cedido à UE o primeiro andar do edifício, referindo que está previsto que o espaço seja «também recuperado e depois posto ao serviço do ensino».
«Este primeiro andar tinha atividades pontuais, mas estava livre e, agora, vai ser usado para este efeito, que é muito importante para a valorização do aeródromo e da nossa estratégia de desenvolvimento do cluster aeroespacial», afirmou.
Segundo o autarca, o título de licença de utilização, através do qual é feita a cedência à academia, foi outorgado por um prazo de três anos, podendo ser renovado por períodos iguais.
Neste edifício, cujo rés-do-chão é ocupado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, funcionou a Academia Aeronáutica de Évora, da empresa Canadian Aviation Electronics (CAE), que formava pilotos e que fechou no final de 2012.
A Academia Aeronáutica de Évora, constituída em 1999, resultou de uma parceria entre a escola de pilotos holandesa Nationale Luchtvaart School (NLS), a CAE e a TAP, tendo 2001 sido o primeiro ano de atividade aeronáutica.
Quando foi anunciado o fecho da escola, em 2012, a empresa justificou o fim da atividade com a diminuição de alunos e a abertura de uma nova academia em Inglaterra, segundo indicou na altura fonte sindical.
Em 2020, uma nova escola de aviação, a Air Dream College (ADC), começou a ministrar cursos de pilotagem e de oficial de operações no aeródromo municipal de Évora.
Fotografia: Academia Aeronáutica de Évora encerrou em 2012. © Rui Guerreiro










