Ambilital investe 10,2 milhões de euros no tratamento de resíduos

A Ambilital está a investir quase 10,2 milhões de euros na melhoria das suas infraestruturas de gestão de resíduos, incluindo uma nova área de compostagem, a ampliação do aterro e a instalação de um campo solar fotovoltaico no Centro de Gestão de Resíduos, em Ermidas-Sado.

Em comunicado , a propósito dos seus 25 anos de atividade, a empresa sediada em Ermidas-Sado anunciou a construção de uma nova área de compostagem e afinação no Centro de Gestão de Resíduos.

A empreitada, iniciada na quarta-feira e avaliada em 5,9 milhões de euros, “permitirá melhorar o tratamento e a valorização de biorresíduos e resíduos verdes, contribuindo para a produção de composto e para a redução da deposição em aterro”, indicou a empresa.

Em paralelo, a Ambilital está a desenvolver a “reengenharia” do seu aterro, num investimento de 3.406.523 euros que prevê “a criação de uma nova célula de aterro e a união de duas células existentes, uma já encerrada e outra atualmente em operação”.

“Com esta ampliação, a capacidade de deposição será aumentada para cerca de 1,7 milhões de toneladas de resíduos e terras de cobertura, assegurando um período mínimo de exploração estimado em 30 anos”, acrescenta.

Está também prevista a instalação de um campo solar fotovoltaico, num investimento de quase 629 mil euros euros, “que permitirá reforçar a autonomia energética das instalações e reduzir a pegada carbónica do sistema de gestão de resíduos”.

Estas intervenções surgem após a concretização de um investimento de quase cinco milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e por outros fundos europeus, destinado a “aumentar a capacidade de reciclagem, melhorar a valorização de resíduos e reduzir o encaminhamento para aterro”.

Segundo a empresa, estes investimentos estão “alinhados com as metas do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030 (PERSU 2030) e com o Plano de Ação Multimunicipal de Resíduos Urbanos (PAPERSU) da Ambilital”.

Entre as medidas implementadas está o reforço da capacidade de triagem de embalagens plásticas e metálicas, que passou de 1.512 toneladas por ano para 10.080 toneladas.

Foi igualmente “modernizada e reativada” a linha de recuperação de vidro, criando uma capacidade adicional de 6.720 toneladas por ano, “permitindo valorizar mais vidro recolhido seletivamente e reduzir o consumo de matérias-primas naturais”.

Ao nível da recolha seletiva, a Ambilital reforçou a rede de ecopontos e contentores, alargando a cobertura territorial do serviço, “com especial incidência em zonas rurais e áreas com maior pressão turística, facilitando o acesso da população à separação de resíduos”.

A gestão de resíduos volumosos, como mobiliário, colchões, madeiras e ramagens, foi igualmente reforçada através da aquisição de contentores compactadores, solução que melhora a logística de recolha e potencia a recuperação e valorização destes materiais.

Outra intervenção realizada foi a instalação de um sistema de osmose inversa para tratamento de lixiviados, com capacidade para 35.056 metros cúbicos por ano, reduzindo o impacto ambiental associado à deposição em aterro e promovendo a recuperação de água para reutilização.

Com os investimentos concretizados e em curso, a empresa pretende contribuir para o cumprimento dos objetivos nacionais e europeus definidos para o setor dos resíduos, nomeadamente “o aumento da preparação para reutilização e reciclagem de resíduos urbanos para 60% até 2030”.

A Ambilital é responsável pela gestão do sistema integrado de recolha, tratamento e valorização de resíduos urbanos nos concelhos de Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Odemira, assim como em Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines. A empresa serve cerca de 115 mil habitantes, numa área total de 6.416 quilómetros quadrados.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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