Ângela Lemos reeleita para o Politécnico de Setúbal. Escola em Sines é prioridade

O Conselho Geral do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) reelegeu Ângela Lemos para um segundo mandato como presidente da instituição, para o quadriénio 2026–2030, numa decisão que aposta na continuidade de um projeto de desenvolvimento baseado na “coesão e compromisso coletivo”.

A reeleição resulta de uma candidatura sustentada no programa de ação “Construir o futuro, com coesão e compromisso”, documento que propõe dar continuidade ao trabalho desenvolvido no mandato anterior e projetar a instituição para um novo ciclo de desenvolvimento.

Segundo o IPSetúbal, o programa foi previamente discutido em duas sessões de esclarecimento e numa audição pública antes do ato eleitoral, realizado ao início da tarde.

O documento apresenta também um balanço do mandato 2022–2026, destacando uma taxa global de concretização de 83 por cento dos objetivos estratégicos definidos.

Entre os resultados apontados pela instituição estão a obtenção do resultado máximo na acreditação institucional atribuída pela A3ES — Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, a criação e acreditação de Unidades de Investigação e Desenvolvimento reconhecidas pela FCT e o reforço do investimento em infraestruturas.

Neste domínio incluem-se a construção do novo edifício da Escola Superior de Saúde e novas residências de estudantes no Barreiro e em Sines, bem como a remodelação e ampliação da residência de Setúbal.

Para o novo mandato, Ângela Lemos diz pretender consolidar os “projetos estruturantes em curso”, entre os quais o processo de implementação da nova Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais, projetada para Sines. O Politécnico lembra que este projeto já foi aprovado internamente e também pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

A presidente reeleita pretende ainda reforçar a valorização das pessoas na instituição, promover a acreditação de programas de doutoramento e aprofundar a internacionalização do Politécnico de Setúbal.

Segundo a responsável, estas medidas permitirão reforçar o papel da instituição no território e no sistema de ensino superior. “A liderança que proponho assenta na estabilidade, na responsabilidade institucional e numa governação exigente, humana e transparente. O futuro do IPS constrói-se com coesão e compromisso coletivo”, afirma.

Doutorada em Educação, com especialização em Formação de Adultos pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Ângela Lemos é docente da Escola Superior de Educação do IPS desde 1998, unidade orgânica que dirigiu entre 2016 e 2018 e da qual também é diplomada.

Ao longo de quase três décadas de carreira académica, desempenhou várias funções de gestão institucional, incluindo o cargo de vice-presidente do IPS para os Assuntos Académicos, Inovação Pedagógica e Comunicação entre 2018 e 2022.

O Conselho Geral do IPSetúbal, órgão responsável pela eleição do presidente, é composto por 29 membros e integra representantes da comunidade académica — docentes, não docentes e estudantes — bem como personalidades externas de reconhecido mérito.

Atualmente presidido por Rui Marques, fundador da Forum Estudante, entre outras organizações com impacto social, o Conselho Geral é um dos principais órgãos de governo da instituição e tem, entre outras competências, a eleição do presidente de quatro em quatro anos.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

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