António José Seguro avisa que “nada está garantido” na segunda volta

O vencedor da primeira volta das presidenciais, António José Seguro, avisou que, apesar do “resultado fantástico” de domingo, “nada está garantido”, reiterando a “natureza suprapartidária” da sua candidatura cuja estratégia é o próprio que define.

“Em democracia nada está garantido, muito menos as vitórias. Temos de trabalhar muito. Temos que trabalhar muito para garantirmos e para merecermos esta vitória. Estamos no bom caminho, atingimos um resultado fantástico, mais de um milhão e 700 mil portugueses que nos confiaram o seu voto”, disse aos jornalistas o candidato presidencial apoiado pelo PS no seu discurso de vitória no Centro Cultural e de Congressos (CCC) das Caldas da Rainha.

Questionado sobre os apoios que já recebeu e também o facto de o PSD, pela voz de Luís Montenegro, ter decidido que não vai dar nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais, o candidato apoiado pelo PS afirmou que os apoios estão a surgir e que não pôde verificar todos que lhe chegaram através do telemóvel.

“Relativamente às relações institucionais [com o primeiro-ministro], eu tudo farei, já o fiz na primeira volta, vou manter na segunda, para que elas possam não ser afetadas quando, no dia 9 de março, como assim espero, tomar posse como Presidente da República Portuguesa”, disse apenas.

António José Seguro sublinhou a “natureza suprapartidária” da sua candidatura, enfatizando que não rejeita “nenhum apoio” e tem “muito gosto no apoio que o PS lhe deu”.

“Mas quem conduz a minha campanha, como aconteceu na primeira volta e vai conduzir na segunda volta, sou eu próprio. Sou eu que defino qual é a estratégia e sou eu e sou eu que determinarei em cada momento quem usará da palavra nas campanhas e nos atos de campanha que vamos desenvolver”, respondeu, quando questionado se é expectável que haja mais presença no terreno do PS na segunda volta.

Sobre o facto de o líder do PS, José Luís Carneiro, não ter estado na noite eleitoral nas Caldas da Rainha, apesar de ter feito uma declaração desde o Largo do Rato, Seguro disse que o secretário-geral do PS “teve a simpatia e a delicadeza” de lhe telefonar e de o felicitar.

Quanto a se foi acordado que Carneiro não estivesse presente, Seguro disse apenas que tinha “muito gosto em ter esta sala completamente cheia”, enfatizando: “E há uma coisa que eu não perguntei a ninguém. É qual é o cartão partidário que têm”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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