«Dar-vos as boas-vindas no regresso a casa, expressar o nosso orgulho pela missão que desenvolveram e também o nosso agradecimento pela forma como o fizeram», disse António José Seguro no discurso de receção da Força Operacional Conjunta.
A equipa portuguesa que apoiou operações de busca e salvamento na região de La Guaira, uma das mais afetadas pelos dois sismos devastadores que atingiram a Venezuela, aterrou hoje na Base Aérea n.º 11 em Beja.
O chefe de Estado realçou que o trabalho da Força Operacional marcou não só «as pessoas que beneficiaram da ajuda», «o povo venezuelano», «os portugueses que vivem na Venezuela» e «os lusodescendentes», como também serviu de exemplo de «esperança num mundo onde todos os dias temos notícias negativas» e que «atentam muito contra a dignidade humana».
«A vossa expressão de humanismo, a vossa expressão de solidariedade, é um exemplo de como o mundo precisa dessa solidariedade e humanidade. Levaram o melhor que o país tem, [isto é], coragem, competência e essa solidariedade [para] conseguirem ajudar muitas pessoas que precisavam num momento difícil», disse.
Na sua intervenção, sem perguntas dos jornalistas, António José Seguro recordou Hernán Gil, o homem resgatado após oito dias preso nos escombros pela equipa portuguesa, afirmando que este foi salvo «graças à bravura, coragem e determinação» desta força especial.
«Ele ficará sempre grato ao vosso trabalho à vossa solidariedade e nós ficaremos sempre com essa marca no coração de mulheres e homens que deram o seu melhor, também com a ajuda dos nossos cães, para salvar vidas», afirmou.
O Presidente da República deixou, ainda, uma palavra às famílias dos elementos que integraram a comitiva portuguesa na Venezuela que «muitas vezes com o coração pequenino» ficaram «à espera de notícias». Por fim, referiu que esta missão permitiu mostrar que, ao juntarmos «talento» e «bravura», há «sempre bons resultados».
«Uma palavra para terminar ao Governo português que coordenou todo este processo de ajuda e de resposta com uma grande rapidez [e] que foi reconhecida pelas autoridades e pelo governo da Venezuela», assumiu.
A equipa portuguesa integrou «operacionais da estrutura de Comando e da Força Especial de Proteção Civil da ANEPC, do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, do Instituto Nacional de Emergência Médica e da Guarda Nacional Republicana (GNR), bem como seis cães de busca e salvamento».
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.899 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial. Entre os mortos, há pelo menos 104 portugueses e lusodescendentes, e outros 57 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa










