António José Seguro vence eleições em Beja, Évora e Portalegre

António José Seguro venceu as eleições presidenciais nos três distritos do Alentejo, ao ser o candidato mais votado em Évora, Beja e Portalegre, segundo dados oficiais do Ministério da Administração Interna, resultados que levaram o secretário-geral do PS a classificá-lo como “o grande vencedor” da noite eleitoral.

António José Seguro foi o candidato mais votado nas eleições presidenciais deste domingo, no distrito de Évora, com 33,46% do votos, segundo os dados do Ministério da Administração Interna.

O segundo candidato mais votado foi André Ventura com 24,83%, e o terceiro foi João Cotrim de Figueiredo, com 13,21% dos votos.

Em Beja, António José Seguro foi também o candidato mais votado nas eleições presidenciais com 33,70% do votos. Em segundo lugar ficou André Ventura, com 28,82%, e em terceiro Henrique Gouveia e Melo, com 11,61% dos votos.

António José Seguro foi igualmente o candidato mais votado no distrito de Portalegre com 31,09% do votos. Em segundo lugar ficou André Ventura com 30,98%, e o terceiro foi Henrique Gouveia e Melo, com 12,78% dos votos.

O secretário-geral do PS declarou António José Seguro como “o grande vencedor” e afirmou que os eleitores terão de escolher entre o candidato “das prioridades que servem as pessoas” e o que quer colocar “uns contra os outros”.

António José Seguro e André Ventura foram os vencedores da primeira volta das presidenciais de domingo, marcando presença na disputa de 08 de fevereiro, numa eleição em que Luís Marques Mendes registou para o PSD o pior resultado de sempre em atos eleitorais.

Com 31,1% e cerca de um milhão de 700 mil votos, Seguro terá conseguido fixar não só os votos do PS, que liderou entre 2011 e 2014, mas da esmagadora maioria dos eleitores da esquerda, deixando os candidatos apoiados pelo Livre, BE e PCP, que nas legislativas somavam 10%, com uma votação residual, na casa dos 4%.

O antigo secretário-geral socialista foi mesmo o grande vencedor da noite, não apenas por ter concentrado os votos da esquerda, mas por ter partido para a eleição presidencial com sondagens adversas que o colocavam quase sempre atrás de candidatos como o almirante na reserva Henrique Gouveia e Melo, o primeiro a aparecer como favorito, ou Luís Marques Mendes, que a determinada altura era o mais bem colocado nos estudos de opinião.

No final da noite, Seguro procurou alargar o leque dos seus apoios para a segunda volta, recuperando a máxima de Mário Soares e prometer que será “o Presidente de todos os portugueses” e afirmando que recebeu votos “oriundos de todos os campos políticos”, o que “reforça o caráter independente da candidatura”. “Sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como Presidente da República”, acentuou.

André Ventura foi o outro vencedor da noite eleitoral, apesar de ter falhado o objetivo de vitória na primeira volta reiterado na campanha eleitoral. Com 23,5% e cerca de um milhão e 300 mil votos, Ventura conseguiu, aparentemente, fidelizar o eleitorado do Chega nas últimas legislativas (1,43 milhões de votos) e partir para a segunda volta a reclamar o papel de líder da direita em Portugal.

“Eu vou agregar a direita a partir de hoje”, repetiu Ventura durante a noite eleitoral, aproveitando a brecha entreaberta pelo líder social-democrata e primeiro-ministro, Luís Montenegro, que não perdeu tempo para indicar que “o PSD não emitirá qualquer indicação de voto” na segunda volta das presidenciais e “não estará envolvido na campanha”.

No confronto agendado para 08 de fevereiro, António José Seguro apresentar-se-á com o apoio do PS e de toda a esquerda contra André Ventura, que apesar de reivindicar a liderança da direira, terá apenas o apoio do Chega. Independentemente dos partidos, muitas figuras deverão assumir opções para a segunda volta, como aconteceu com o ex-ministro social-democrata Miguel Poiares Maduro, na RTP, e José Pacheco Pereira, na TVI, ambos manifestando o apoio a António José Seguro.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: José Coelho/Lusa

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