Apormor alerta para doença e quer identificação eletrónica de bovinos

A Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo (Apormor) manifestou preocupação com as atuais regras de identificação animal e com os riscos sanitários associados a doenças emergentes, defendendo a adoção de novas medidas de prevenção no setor pecuário.

«Não entendemos a razão porque foi implementada a identificação eletrónica obrigatória em ovinos, não acontecendo o mesmo na espécie bovina», refere a associação em comunicado.

Com a chegada da primavera e o aumento da atividade dos vetores transmissores de doenças, a associação considera que não pode «ficar passiva esperando que nada de grave aconteça», destacando em particular a Dermatose Nodular Contagiosa (DNC).

Segundo a Apormor, trata-se de uma doença «com a qual ainda não tivemos qualquer contacto» e que está classificada no nível A pela União Europeia, o que implica medidas extremas. «O seu aparecimento numa exploração obriga ao abate total de todo o efetivo, o que nos parece uma medida completamente desproporcionada, mas é o que está em vigor», sublinha.

A associação refere que estão a ser estudadas medidas de biossegurança pelas autoridades competentes, mas manifesta dúvidas quanto à inclusão da obrigatoriedade da identificação eletrónica por bolo reticular nos bovinos. «Para nós é uma das mais importantes, não só do ponto de vista sanitário como desincentivando roubos, cada vez mais frequentes, evitando trocas de identificação», sustenta.

Sobre a eventual suspensão de feiras e leilões, a Apormor considera que essa solução teria efeitos negativos. «Houve quem sugerisse a suspensão de feiras e leilões, mas isso ainda seria pior», indica, explicando que «é nas entradas nos parques onde aqueles eventos têm lugar, que o controlo pode ser realizado com eficácia».

A associação alerta ainda para o impacto dessa medida, defendendo que «haverá um retrocesso de 30 anos, tanto a nível sanitário como comercial, com a circulação constante dos compradores de exploração em exploração».

Perante este cenário, a Apormor garante que está a analisar medidas a implementar junto dos seus associados, enquanto aguarda orientações oficiais. Entre as propostas em estudo, a associação aponta o incentivo para que os associados procedam à identificação eletrónica dos bovinos, «com um apoio financeiro superior ao acréscimo de custo inerente».

Para os produtores não associados, a medida poderá também ter impacto nos leilões promovidos pela organização. «Os animais assim identificados que serão presentes nos nossos leilões também terão um prémio superior ao custo acrescido na identificação», acrescenta.

Outra das medidas previstas pela Apormor passa pelo reforço das condições sanitárias à entrada do parque de leilões, onde «todos os animais serão alvo de desinsetização por pulverização».

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

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