A segurança foi um dos temas centrais da reunião que Luís Vital Alexandre, presidente da Câmara Municipal de Grândola, manteve com representantes do comércio local. O encontro serviu para discutir «as dificuldades sentidas pelos comerciantes».
Para o autarca, um dos maiores problemas para o patrulhamento de proximidade da Guarda Nacional Republicana (GNR) é a falta de militares. «Além de o concelho ser muito grande, o número de efetivos é muito reduzido. Já o transmiti ao ministro da Administração Interna e aguardamos que o secretário de Estado nos convoque para a audiência que foi pedida com carácter de urgência», afirma. «Infelizmente, a Câmara não pode recrutar militares, essa é uma competência que cabe exclusivamente à tutela», acrescenta.
Luís Vital Alexandre aguarda também resposta do Governo sobre o financiamento das novas instalações da GNR. O projeto «está basicamente pronto» e tem a aprovação da Direção de Infraestruturas da GNR. A estimativa orçamental é de cerca de oito milhões de euros, mais de quatro vezes o valor previsto pelo Governo. «Este desfasamento foi discutido com o ministro Luís Neves e foi comunicado à Secretaria-Geral do Ministério. Aguardamos a sua análise e eventual discussão com a tutela».
Sobre a mesa está igualmente a instalação de um sistema de videovigilância. Segundo a autarquia, o processo é feito em cooperação com a GNR, «única autoridade que poderá ter acesso às imagens e apenas para fins de investigação criminal».
Outro dos problemas é a iluminação pública. O presidente da Câmara diz que «se chegou ao ponto em que estamos hoje, de ter diversas ruas praticamente sem iluminação, devido a anos consecutivos de ausência de manutenção das luminárias».
Refere ainda estar «pessoalmente em contacto com os responsáveis da E-Redes» para a substituição das luminárias obsoletas, o que em alguns casos obriga a adaptar colunas e equipamentos, e para a reconversão de ruas fundamentais para a tecnologia LED.
«A ausência de investimento nesta área é de tal forma gritante que Grândola é um dos municípios que mantém o maior número de luminárias de vapor de sódio, que é uma tecnologia pouco eficiente, ultrapassada e com menor capacidade de iluminação», frisa.
A Câmara está ainda a adquirir novos equipamentos de limpeza urbana e uma máquina para a pintura de passadeiras a quente. Estão também a ser criadas quatro novas bolsas de estacionamento na vila, sendo que, segundo a autarquia, «a intervenção no trânsito requer sempre uma atualização do plano de mobilidade, o que se encontra em curso».
Já está a ser desenvolvido um estudo para a introdução de linhas de transporte urbano na vila, com ligações aos bairros e aldeias limítrofes e às freguesias. «Não é um estudo que tenha resultados imediatos, até porque a implementação não depende exclusivamente da Câmara. Mas o transporte urbano será uma realidade e representará um benefício importante para a mobilidade na vila e para o comércio local», remata Luís Vital Alexandre.










