Segundo o semanário, “um armazém situado perto de Aljustrel, era o local onde escondiam e escoavam grandes quantidades desta substância para o estrangeiro”. Foi nesse espaço que, no final de janeiro, a Polícia Judiciária (PJ) apreendeu 82 mil litros de GBL, além de centenas de frascos vazios “já etiquetados e prontos a serem exportados como sendo produtos de limpeza”.
De acordo com fonte judicial citada pelo jornal, esta foi a primeira grande operação em Portugal para travar o tráfico desta substância. “O negócio do GBL está no limiar da legalidade: é como alguém importar explosivos para uma pedreira e depois usá-los num atentado terrorista”, refere a mesma fonte.
Fonte da Polícia Judiciária explica que o GBL “é uma substância de venda livre na internet que, quando ingerida, produz efeitos semelhantes aos provocados pelo Gama-hidroxibutirato (GHB), classificado pela legislação nacional como droga ilícita. Trata-se de um depressor do sistema nervoso central, com efeitos psicoativos severos”.
Estas substâncias são conhecidas como “droga da violação” devido às sensações de excitação e falta de inibição que provocam no organismo.
Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, uma operação da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária (PJ), em finais de janeiro, levou à apreensão de 82 mil litros GBL. O produto encontrava-se repartido em contentores de mil litros e em diversos frascos.
Foram ainda apreendidos centenas de frascos vazios, preparados e etiquetados, prontos para entrarem no mercado sob outras designações, bem como centenas de rolos e rótulos autocolantes destinados a rotular os recipientes como produtos de limpeza.
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: PJ/D.R.












