Arraiolos aprova orçamento com aposta na habitação e regeneração urbana

A Câmara de Arraiolos aprovou um orçamento de cerca de 17,2 milhões de euros para 2026, centrado na habitação a custos controlados e na regeneração urbana, numa estratégia que o presidente do município, Jorge Macau, classifica como uma aposta no desenvolvimento sustentável e na coesão territorial.

Os destaques vão “para o investimento na habitação através da criação de lotes para construção a custos controlados” e também na “regeneração urbana de Igrejinha e Vimieiro, neste último caso integrada no projeto do Ciclo Urbano da Água”, adianta o autarca, sublinhando a existência de uma “aposta estratégica no desenvolvimento sustentável e coesão territorial”.

Segundo o presidente da Câmara, o orçamento municipal para este ano totaliza 172, milhões de euros, menos 104 mil euros do que o de 2025, diferença explicada pela “não previsão de empréstimos a contratualizar em 2026. Contudo, com a introdução prevista do saldo de gerência, estima-se que o orçamento fique com um valor muito superior”.

O Orçamento e as Grandes Opções do Plano do Município de Arraiolos para 2026 foram aprovados, por maioria, na Câmara, com os votos a favor dos três eleitos da CDU e a abstenção dos dois vereadores do PS.

Quanto aos investimentos previstos para este ano, novos ou que continuam em execução, Jorge Macau destaca o Polo de Oportunidades Empresarial e Tecnológico de Arraiolos, que envolve um investimento total de cerca de 2,6 milhões de euros.

O projeto de requalificação do Palácio dos Condes de Vimieiro, com um investimento de 1,4 milhões de euros, ou a criação do Laboratório de Arte Têxtil Contemporânea, num valor superior a meio milhão de euros, são outros dos principais projetos.

Já a requalificação urbana de Igrejinha, atualmente em curso, prevê este ano mais 300 mil euros de investimento, enquanto a regeneração urbana de Vimieiro, igualmente em andamento, abarca um investimento total, por fases, de 1,7 milhões de euros.

A Câmara de Arraiolos também pretende avançar este ano com novos projetos de loteamento em Arraiolos, Santana do Campo, Ilhas e São Pedro da Gafanhoeira para disponibilizar lotes para habitação a custos controlados.

Quanto às taxas e impostos municipais, Jorge Macau revela que foram mantidos os valores referentes ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), Derrama e participação de Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS), sendo que, em termos de IMI, a Câmara “mantém a não aplicação das deduções fixas por dependente e o período de isenção para cinco anos”, dependendo de determinadas condições.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

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