Arrendamento acelera no primeiro trimestre com Alentejo Litoral na liderança

A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal subiu 9,1% no primeiro trimestre de 2026, atingindo 9,46 euros por metro quadrado. O Alentejo Litoral registou o maior crescimento nacional no número de novos contratos, com um aumento de 28,5%, segundo o INE.

A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu, no primeiro trimestre de 2026, 9,46 euros por metro quadrado: um aumento homólogo de 9,1%, acelerando face aos 7,9% registados no trimestre anterior, segundo as Estatísticas de Rendas da Habitação ao nível local do Instituto Nacional de Estatística. O número de novos contratos de arrendamento — 39.395 no total — aumentou 0,7% face ao mesmo período do ano anterior, e a renda mediana subiu em todas as sub-regiões NUTS III do país.

As rendas mais elevadas registaram-se na Grande Lisboa (14,38 euros/m²), na Região Autónoma da Madeira (11,97 euros/m²), na Península de Setúbal (11,35 euros/m²), no Algarve (10,71 euros/m²) e na Área Metropolitana do Porto (10,13 euros/m²). A Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto concentraram 44,0% do total de novos contratos de arrendamento celebrados no trimestre.

No que respeita ao número de novos contratos, 11 das 26 sub-regiões NUTS III registaram acréscimos homólogos, destacando-se o Alentejo Litoral (28,5%) e o Douro (21,6%), ambos com aumentos superiores a 20%. Pelo contrário, o maior decréscimo ocorreu na Beira Baixa (-15,8%). Em relação ao trimestre anterior, a renda mediana diminuiu em metade das sub-regiões, com o maior decréscimo na Beiras e Serra da Estrela (-5,2%), seguida da Área Metropolitana do Porto (-5,1%), da Grande Lisboa (-1,4%) e da Península de Setúbal (-0,9%). O maior aumento da renda mediana por metro quadrado registou-se no Douro (12,4%).

Nos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, verificou-se um aumento homólogo da renda mediana em todos eles, destacando-se Vila Nova de Famalicão com a maior variação homóloga (15,1%) e Lisboa com a maior renda mediana (17,42 euros/m²), embora com uma taxa de variação homóloga de 8,2%, inferior à nacional. Nove desses municípios apresentaram taxas de variação homóloga do número de novos contratos superiores à nacional, com Vila Nova de Famalicão novamente em destaque (13,4%). Tomando como referência os 149.690 contratos celebrados nos últimos 12 meses terminados em março de 2026, a renda mediana nacional foi de 9,50 euros/m², tendo aumentado 2,3% face ao ano findo em dezembro de 2025 e 8,8% face ao ano terminado em março de 2025.

Texto: Alentejo Ilustrado c/Lusa
Fotografia: D.R.

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