O orçamento para 2026 foi aprovado, em reunião camarária, com três votos a favor dos eleitos da coligação PSD/CDS-PP e duas abstenções dos eleitos do PS.
O presidente da Câmara de Arronches, João Crespo, diz que o Município espera investir no próximo ano mais de um milhão de euros num projeto que transita “de um ano para o outro” e que consiste na requalificação de uma zona de espaço público no centro daquela vila, estando também prevista a criação de uma bolsa de estacionamento e arranjos de uma área verde.
“Esperamos também concluir duas obras que estão a decorrer neste momento em freguesias rurais, que são a requalificação do sistema de açude em Mosteiros e a requalificação do Parque Ecológico de Esperança”, acrescenta o autarca. Estes dois projetos, que também transitam de 2025 para 2026, envolvem um investimento global de “mais de 1,6 milhões de euros”.
Ainda segundo o autarca, “este orçamento vai-nos permitir acomodar a receita proveniente de fundos comunitários, de obras que vão ser candidatadas e a execução de outras que queremos iniciar, nomeadamente em termos de habitação, que é a grande prioridade deste mandato”.
Neste sentido, o Município quer avançar com a construção de dois loteamentos em Arronches, com sete lotes cada, apesar de João Crespo reconhecer a “dificuldade que existe” em conseguir captar empresas para desenvolver este tipo de obras.
No primeiro loteamento, disse, a autarquia espera construir seis fogos habitacionais em três dos lotes, ficando os restantes para autoconstrução. No outro, os lotes vão ser também disponibilizados para a autoconstrução.
O Município está também a intervir na reabilitação de dez habitações no centro histórico, que vão ser destinadas, depois, ao mercado de arrendamento.
“Este é, pelo segundo ano, o maior orçamento de sempre na Câmara de Arronches e isso revela, de facto, o espírito de investimento que este Executivo apresenta e que aquilo que queremos é trabalhar para as pessoas”, refere.
Em termos de impostos municipais, a Câmara decidiu manter a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios urbanos em 0,30% (a lei prevê que o valor se situe entre 0,30% e 0,45%, consoante decisão de cada autarquia), e a taxa de participação do município no IRS (5%) é devolvida aos habitantes do concelho.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











