“Isso já não salva nenhuma das mortes que aconteceram, pois não? Tem que haver planeamento, racionalidade. O nosso país não pode ter um Estado a abrir fendas nem pode ter um Estado com pés de barro”, criticou Seguro, durante uma arruada pelo centro de Évora, após questionado sobre o anúncio do primeiro-ministro de que serão adquiridas mais ambulâncias.
Assegurando que, caso vença as eleições, “a primeira conversa” sobre esta situação será com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o candidato presidencial apoiado pelo PS foi questionado diversas vezes sobre se a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tem condições para continuar no cargo, escusando-se sempre a abordar a questão por esse ângulo.
“A minha preocupação como candidato a Presidente da República não é fazer o jogo partidário. O meu papel e a minha responsabilidade é de exigir ao Governo, em particular, mas também aos partidos que olhem para o sofrimento que está a acontecer no nosso país e para as dificuldades”, enfatizou.
Considerando tratar-se de uma “situação indigna de um país europeu e de um país no século XXI”, António José Seguro diz que “tem de haver” responsabilização em relação às mortes por atrasos nas ambulâncias, mas adverte: “O meu ponto é encontrarem-se as soluções para resolver os problemas dos portugueses”.
O candidato referiu ainda que há opositores que “têm uma estratégia partidária”, contrapondo que está “acima dos partidos”.
Esta quinta-feira o primeiro-ministro anunciou que o Governo irá adquirir 275 novas viaturas para o INEM, num investimento de 16,8 milhões de euros.
“Quero expressar em nome do Governo as nossas condolências às famílias das pessoas que faleceram nas últimas horas e que não terão tido a resposta mais rápida do sistema de emergência, apesar do reforço feito na região de Setúbal e de Lisboa que envolve a totalidade das ambulâncias disponíveis”, disse Luís Montenegro, na abertura do debate quinzenal na Assembleia da República.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa











