Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) indica que, no âmbito da «Operação Páscoa», realizou em todo o país uma fiscalização «com especial enfoque no abate clandestino e na comercialização de géneros alimentícios» sem controlo.
A ASAE refere que as ações de fiscalização incidiram em estabelecimentos de comércio de carnes, estabelecimentos de restauração e outros locais ilegais onde se verificava a prática de abate clandestino.
Desta operação resultaram 10 processos-crime pela prática de ilícitos contra a saúde pública, nomeadamente por abate clandestino, um processo-crime por posse de arma de fogo sem licença e a apreensão de 2200 quilos de carcaças de animais, maioritariamente ovinos e caprinos, destacando-se ainda duas carcaças de equídeos.
A ASAE acrescenta que, no âmbito das diligências realizadas, foram desmantelados dois matadouros clandestinos com fortes ligações a estabelecimentos de restauração e de comércio de carnes.
Na nota, a ASAE alerto que «a compra e o consumo de produtos cárneos provenientes de circuitos não controlados representam um sério risco para a saúde pública, uma vez que os produtos não são submetidos às necessárias inspeções sanitárias e avaliação por médicos veterinários, não existindo quaisquer garantias quanto à sua segurança ou à ausência de doenças zoonóticas transmissíveis ao ser humano».
Este organismo sublinhou também que «os locais de abate e transformação clandestinos funcionam, regra geral, sem condições adequadas de higiene, segurança alimentar e controlo sanitário, aumentando significativamente o risco de contaminação e de efeitos graves para a saúde dos consumidores».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: ASAE/Arquivo/D.R.













3 Responses
Sim…. Nós outros países preservam a tradição. Aqui, até a tradição de matar o porco no Natal ou o borrego na páscoa, é crime. Por isso os nossos borregos vão para as arábias e cá nem sabem donde os comem….
O melhor é comer mos o que vem da zona Mercosul
Devem dizer onde e quem, os nomes dos restaurantes devem de dizer, só assim lá nunca mais.