Numa moção apresentada pelos deputados municipais do PS, e aprovada por unanimidade, é requerido ao Governo “a afetação de verba extraordinária para a requalificação integral dos troços mais degradados”.
Perante os “episódios de precipitação intensa e persistente” das últimas semanas, o estado das estradas nacionais que atravessam o concelho agravou-se, pode ler-se no documento.
Segundo a Assembleia Municipal, “as recentes intempéries não criaram o problema, limitaram-se a expor e acelerar uma degradação há muito existente, traduzida em buracos profundos, fissuração generalizada, abatimentos de pavimento, degradação de bermas e deficiências graves nos sistemas de drenagem”.
A merecer “particular preocupação” está a Estrada Nacional 260, que liga Serpa a Beja e, no sentido contrário, à fronteira com Espanha. Trata-se de um “eixo estruturante de ligação nacional e internacional, onde o tráfego de veículos pesados é extremamente elevado, assumindo relevância estratégica para a mobilidade regional, para o escoamento da produção agrícola e para a segurança rodoviária”.
A Assembleia Municipal considera que as condições atuais das estradas “prejudica a competitividade económica do território” e pode representar “um risco acrescido com a aproximação das temperaturas elevadas que poderão acelerar ainda mais a degradação do pavimento”.
Na mesma reunião, foram aprovadas outras moções, uma delas também relacionada com rodovias, em concreto sobre a “degradação das estradas municipais” do concelho. De acordo com o documento, aprovado por maioria, com os votos a favor do PS, Chega, grupo de cidadãos “Fazer Serpa” e coligação PSD/CDS-PP, mas com a abstenção da CDU, o cenário atual resulta “de anos de desinvestimento, ausência de planeamento e manifesta negligência na gestão da rede viária municipal”.
Nesta moção, igualmente apresentada pelos deputados socialistas, o anterior executivo da Câmara de Serpa, de maioria CDU, é acusado de ignorar “de forma sistemática os sinais evidentes de degradação estrutural da rede viária, optando por soluções superficiais e pontuais”, ao invés de “uma política séria de manutenção e reabilitação”. A falta de intervenção estrutural transformou o desgaste natural das vias num processo acelerado de ruína”.
Segundo a Assembleia Municipal, o Município deverá “assumir como prioridade absoluta a requalificação da rede viária municipal”, realizar de forma “urgente” um levantamento técnico integral do estado de “todas” as vias do concelho e apresentar publicamente um Programa Plurianual de Reabilitação, “com calendarização concreta, prioridades definidas e identificação das fontes de financiamento”.
“Num concelho com elevada dispersão territorial, forte dependência da atividade agrícola e necessidade permanente de ligação entre montes, explorações e sedes de freguesia, a rede viária municipal é uma infraestrutura crítica”, defendem os eleitos à Assembleia Municipal.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












