Autarcas e empresários elogiam fim das portagens na autoestrada A6

A isenção de portagens na Autoestrada A6, aprovada no Parlamento e aplicável a residentes e empresas da região, foi recebida com satisfação por autarcas e associações empresariais, que sublinham os ganhos em mobilidade e competitividade, embora alertem para eventuais compensações fiscais futuras.

“É uma medida que saúdo como muito positiva”, diz o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alentejo Central, considerando que a medida significa a correção de “uma situação de injustiça da região em relação a outras do interior do país em que este pagamento [de portagens] já não era feito”.

“Esta medida vai ter um impacto positivo em termos da mobilidade, da economia dos utilizadores do Alentejo, mas também da competitividade e da atratividade do nosso território para a fixação de pessoas”, ascrescenta Carlos Zorrinho, sublinhando ainda que, com a isenção de portagens para empresas com sede na região, “provavelmente, muito tráfego de pesados poderá [passar a] ser desviado dos atravessamentos em vários concelhos” do distrito.

Também o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), Rui Espada, reconhece que se trata de “uma mais-valia”, lembrando o “custo dos combustíveis já tão alto e as pessoas ainda têm que pagar as taxas de portagem”, sendo que o fim do pagamento de portagens para as empresas sediadas na região “é produtivo e até atrativo”.

Ainda assim, Rui Espada mostra-se cauteloso: “Ponho em causa é se vamos retirar portagens para, depois, por exemplo, aumentarmos impostos, como a derrama ou o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas”, refere, receando que o Governo opte por “tirar de um lado para pôr do outro”.

Assinalando que há empresas que evitam a autoestrada “para, muitas vezes, não encarecer o produto”, o presidente do NERE admite que, com a isenção, “até para o cliente final” poderá haver benefícios, com uma eventual redução de preços.

Já a CIM do Alto Alentejo e a Associação Empresarial de Elvas classificam como uma “decisão feliz” a aprovação da isenção de portagens na A6.

“É uma decisão feliz que foi tomada e que espero que possa ser enquadrada também no futuro uma alternativa ao IP2 por autoestrada, rapidamente, que é algo que faz muita falta à nossa região”, considera o presidente da CIM do Alto Alentejo, Joaquim Diogo, segundo o qual trata-se de “uma questão de equilíbrio” face a “outras decisões que foram tomadas relativamente à A23”, que foi isentada de portagens.

Ainda de acordo com Joaquim Diogo, “se um dos desígnios é equilibrar estes territórios de baixa densidade, acho que esta decisão da A6 é, de facto, importante para o tecido económico da região, nomeadamente do que está mais a Sul ou a Este”, como é o caso do concelho de Elvas. E a isenção de portagens, principalmente na A6, vai também “retirar algum tráfego” às estradas municipais e nacionais do distrito de Portalegre.

Para o presidente da Associação Empresarial de Elvas, Rui Nabeiro, trata-se de “um desejo” concretizado “Mais do que um sonho, era um desejo e era o reconhecer que Portugal, por vezes, tem disparidades sobre o que é o litoral e o interior”.

Segundo Rui Nabeiro, é preciso “olhar para estas situações com outros olhos e encarar que o interior também é Portugal e dar essa oportunidade aos empresários do interior de serem mais competitivos”. E esta medida vai trazer “competitividade” às empresas e beneficiar os empresários e o consumidor final.

“Estando Elvas e toda a região no interior do país, temos o problema dos custos sempre que há deslocações ou transportes mais para o litoral, onde estão os grandes aglomerados, não só do ponto de vista de clientes como de fornecedores”, lembra o presidente da Associação Empresarial, referindo que a isenção de portagens pode “trazer uma redução dos custos que será bastante benéfica para todos os empresários e, posteriormente, para o cliente final”.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Arquivo/D.R.

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