“Fazíamos sete rotas durante a manhã e cinco à noite”, mas, só com uma viatura, “não conseguimos, por muito boa vontade que os funcionários tenham e o camião possa andar”, diz o vice-presidente do Município, Jerónimo José.
O autarca, que tem a seu cargo o pelouro da Higiene e Limpeza Públicas, explica que, além do camião que está operacional, a Câmara dispõe de mais “sete ou oito” viaturas e de outras três alugadas, mas estas estão todas em oficinas para reparação.
“A idade da frota condiciona muito a operação”, já que, em média, as viaturas devem ter “na ordem dos 25 anos de serviço”, adianta, referindo que, mesmo as alugadas, chegaram de “outras operações, circuitos e concelhos” e “já têm alguma idade”.
Assinalando que um camião “nunca conseguirá fazer nem perto nem de longe” as rotas que estão estipuladas, Jerónimo José admite que esta limitação deixou os contentores de lixo cheios.
“No sábado passado” – revela – “só com uma viatura, recolhemos 130 toneladas de resíduos e, em média, andará dentro das 110 toneladas por dia, mas tem sido insuficiente porque não conseguimos, com a viatura que temos, chegar a todo lado”.
Para resolver o problema, o autarca diz que o Município contratou serviços de recolha de lixo a uma empresa de Évora, prevendo que um camião possa começar ainda hoje a operar durante “24 horas, em quatro turnos”.
Além disso, o vice-presidente indica que o Executivo vai levar à próxima reunião de Câmara, prevista para dia 05 de março, uma proposta para ser lançado um concurso público para a aquisição de quatro novas viaturas, num valor de cerca de 700 mil euros. “Esperamos ter estas viaturas, pelo menos, até ao final da primavera”.
Segundo Jerónimo José, uma das viaturas que está em reparação deverá ficar pronta em breve, prevendo-se que possa entrar ao serviço na quinta ou sexta-feira.
Apontando críticas à anterior gestão camarária da CDU, o autarca refere que, quando o PS assumiu a liderança do Município, no início de novembro passado, havia sete ou oito viaturas “paradas no estaleiro” municipal.
“Demos indicações para serem reparadas, porque a verdade é que, quando nós cá chegámos, as oficinas não reparavam as nossas viaturas por faltas de pagamento”, argumenta, acrescentando que a falta de camiões do lixo resulta de ter havido “um adiar de soluções, nomeadamente a renovação das frotas”, por parte do anterior Executivo de maioria CDU.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.













2 Responses
Foi a herança deixada pelo antigo executivo.
Temos de ter força para superar todas as contradições.
Essa coisa da idade média é enganadora, pois faz pensar nos 25 anos quando basta haver uma só viatura em museu para que a média de idades dispare. Tenham a coragem de publicar as matriculas e vamos saber a realidade.