A isenção do pagamento de portagens abrange as pessoas com residência e as empresas com sede em determinadas “áreas de influência” das duas autoestradas, sendo que, no caso da A2, que atravessa o distrito de Beja, a medida terá efeito entre os nós A2/A6/A13 e o de Almodôvar.
António José Brito, presidente da CIM do Baixo Alentejo, diz tratar-se de uma medida “positiva para as pessoas e empresas locais”, embora lembre que, “isoladamente, a medida pode não surtir o efeito desejado para a economia da região”.
O Baixo Alentejo “precisa de mais enquanto território de baixa densidade, onde tem de haver mais investimento público em infraestruturas fundamentais”, defende o presidente da CIM, apontando como “exemplos flagrantes” deste conjunto de infraestruturas a necessitar de investimento, a “integração de Beja na rede de autoestradas ou à eletrificação urgente da ferrovia”.
Na opinião de António José Brito, “o avanço nestas infraestruturas será decisivo para a afirmação, de uma vez por todas, do Aeroporto de Beja”.
A mesma opinião expressa o presidente do Nerbe, David Simão, segundo o qual o que “efetivamente teria mais impacto” na economia local seria “a construção da autoestrada” de acesso a Beja: “Seria mesmo importante levarmos a cabo a construção dos 40 quilómetros que faltam de autoestrada, para que, realmente, possamos ter as mesmas condições que outros pontos do país têm”.
Ainda assim, David Simão concordou que a isenção de portagens para residentes e empresas é uma medida “positiva” e “essencial” que poderá ter um “efeito positivo junto da atividade comercial por parte das empresas, na diminuição dos custos dos seus produtos e na melhoria do acesso à utilização destas vias”.
O presidente do Nerbe lembra que, no distrito de Beja, “existem empresas que, para conseguirem diminuir custos no transporte das suas mercadorias, acabam por utilizar vias secundárias”. Por isso, conclui, a isenção de portagens “é uma medida positiva e essencial”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.











