Uma das novidades desta edição é a realização do Interstícios, um mercado de autoedição e edição alternativa que reúne vários pequenos projetos editoriais independentes de banda desenhada e artes visuais, entre os quais Magma Bruta, Opuntia Books, Erva Daninha e Gorila Sentado.
Tal como nos anos anteriores, o festival proporciona encontros e sessões de autógrafos com autores, um mercado do livro, com cerca de 60 editoras, e várias exposições espalhadas pela cidade.
Entre as mostras anunciadas estão as de Beatriz Brajal, que se estreou no outono passado com o livro «A Cada Sete Ondas», e de Dinis Conefrey, a propósito do álbum desenhado «Estância do Sino Coberto», igualmente lançado no final de 2025.
O autor brasileiro Luckas Ioanathan, distinguido com o Prémio Jabuti para melhor banda desenhada com o livro «Como Pedra», estará também em Beja com uma exposição em torno daquela obra.
Beja acolhe ainda uma exposição coletiva vinda de Espanha, intitulada «Aventureras Gráficas», que reúne obras de cinco artistas: Ana Penyas, Laura Pérez, María Medem, Natacha Bustos e Nuria Tamarit.
Haverá igualmente exposições de Inês Louro (Portugal), Thomas Ott e Simone Baumann (Suíça), Benjamin Bachelier (França), a coletiva romena «Dracula in Comics» e uma dedicada ao autor Filipe Pina, que morreu em 2025, reunindo obras de André Oliveira, Filipe Andrade, Nuno Lourenço Rodrigues, Nuno Saraiva e Osvaldo Medina.
O coletivo Toupeira, que desde 1996 mantém em Beja um atelier de produção de banda desenhada, junta-se à programação com autores de Angola, Brasil, Espanha, Reino Unido e Portugal.
O festival, dirigido pelo autor e programador Paulo Monteiro, acontece numa altura em que a Câmara de Beja prepara a instalação do Museu de Banda Desenhada, o primeiro do género em Portugal, e que ocupará um edifício devoluto no centro histórico da cidade, deverá abrir em 2027. O investimento ultrapassa 1,2 milhões de euros, com financiamento comunitário, e foi anunciado em janeiro deste ano.
Nessa altura, o diretor da Bedeteca de Beja e do festival, Paulo Monteiro, revelou que o futuro museu conta com «um espólio espantoso, que medeia entre meados do século XIX e o início do século XXI, contemplando uma série de grandes autores de banda desenhada».












