Barragem de Alqueva a apenas 18 centímetros de atingir a cota máxima

A chuva intensa caída nas últimas semanas está a colocar “pressão” sobre as barragens. A do Alqueva já atingiu a cota 151,82 - está apenas a 18 centímetros do nível máximo de armazenamento.

Fonte da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) indica que às 07h00 deste sábado a albufeira de Alqueva tinha atingido a cota 151,82, correspondente a um armazenamento superior a quatro mil hectómetros cúbicos. A cota máxima é de 152 metros.

Acresce que a Barragem do Caia está a 99,99% da sua capacidade máxima, tendo iniciado esta semana descargas de superfície que contribuem para aumentar o caudal do Rio Guadiana.

Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, a EDIA abriu os descarregadores de meio fundo da barragem de Alqueva, no passado dia 28 de janeiro, para descargas controladas,” em resposta à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, que elevaram os níveis da albufeira para valores próximos do nível de pleno armazenamento”.

De acordo com a empresa, o caudal de descarga inicial de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s), somado ao caudal turbinado, perfaz um caudal lançado total de 1200 m3/s. O caudal descarregado na Barragem de Pedrógão foi da ordem dos 1500m3/s.

O armazenamento em Alqueva vinha a ser gerido prioritariamente através do turbinamento das centrais hidroelétricas, permitindo regular os volumes e assegurar a produção de energia, enquanto a Barragem de Pedrógão, situada a jusante, efetuava descargas que contribuíam para a gestão dos caudais afluentes. “Contudo” – explica a EDIA – “face à persistência de afluências elevadas, tornou-se necessário complementar esta operação com descargas controladas também em Alqueva, garantindo a manutenção das margens de segurança operacionais da albufeira”.

Estas descargas provocaram uma subida dos níveis e caudais do rio Guadiana a jusante das barragens de Alqueva e Pedrógão, situação que a empresa gestora da albufeira diz estar a acompanhar “de forma permanente, em articulação com as entidades competentes”.

Mário Tomé, presidente da Câmara de Mértola, garante que o Município acompanha “com tranquilidade” a libertação de caudais no Guadiana. “Já estamos habituados que o rio suba alguns metros com as marés e também a estas simulações de libertação de caudais”, refere.

“Essencialmente” – prossegue Mário Tomé – “vai provocar a subida da água e afetar a frente ribeirinha, que recuperámos recentemente e vai ficar submersa, mas estamos a fazer essa monitorização com o máximo cuidado junto das autoridades competentes e articulados com os bombeiros, juntas de freguesia e pescadores que têm barcos”.

Uma resposta

  1. Desde que gerida com competência e honestidade, a grande barragem de Alqueva cumprirá os desígnios para que foi idealizada. O desenvolvimento do Sul do nosso Portugal que tão carente estava

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