De acordo com informação da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), o volume de água armazenado representa “cerca de 97%” da capacidade máxima da albufeira, aproximando-se do nível de pleno abastecimento.
A primeira vez que tal aconteceu foi a 12 de janeiro de 2010. Desde o fecho das comportas, há 23 anos, a barragem já efetuou por três vezes descargas controladas e, nestas duas décadas, atingiu por quatro vezes a sua capacidade máxima.
Apesar do Instituto Português do Mar e da Atmosfera ter revelado hoje que todos os distritos alentejanos estarão sexta-feira em “aviso amarelo” devido à previsão de chuva por vezes forte e acompanhada de trovoada devido aos efeitos da passagem da depressão Nuria, fonte da EDIA garante à “Alentejo Ilustrado” não estarem previstas descargas em Alqueva.
“O volume armazenado”, refere a mesma fonte, “tem estado a ser controlado através das centrais hidroelétricas de Alqueva I e II e com descargas controladas na barragem de Pedrógão, as quais foram interrompidas no passado sábado”.
Recorde-se que em meados desde mês, a Barragem de Pedrógão, localizada 23 quilómetros a jusante de Alqueva, iniciou descargas controladas devido ao aumento significativo dos caudais afluentes provenientes do Rio Ardila e do turbinamento das centrais hidroelétricas de Alqueva.
Para gerir a situação, a EDIA anunciou “estar a controlar os volumes armazenados através da operação das centrais hidroelétricas de Alqueva e da realização de descargas controladas em Pedrógão”, com uma magnitude na ordem dos 280 mil litros por segundo.
Estas descargas, agora interrompidas, causaram “um aumento temporário do caudal do Rio Guadiana”, a jusante de Pedrógão, pelo que populações ribeirinhas, pescadores e agricultores foram alertados para a necessidade de “adotarem as precauções necessárias”.