Barragem do Caia perto do máximo inicia descargas esta segunda-feira

A Barragem do Caia está perto de atingir o máximo da sua capacidade de armazenamento e inicia hoje descargas de superfície pelo quarto ano consecutivo, numa situação considerada inédita desde a construção da albufeira, em 1963.

A Associação de Beneficiários do Caia indica que a barragem já atingiu um volume superior a 186 milhões de metros cúbicos (m3) de água, o que equivale a mais de 98% da sua capacidade máxima.

De acordo com o gestor da Associação, Luís Rodrigues, as descargas a realizar a partir da manhã desta segunda-feira ocorrem pelo quarto ano consecutivo, tratando-se de “uma situação inédita” na história desta albufeira.

“Já houve tempos em que se faziam descargas de dois em dois anos ou de três em três. Agora, em quatro anos consecutivos, [a acontecer será] uma situação que é inédita”, sublinha.

A Barragem do Caia foi construída em 1963 e tem capacidade para armazenar cerca de 191 milhões de m3 de água. A albufeira abastece os concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte, todos do distrito de Portalegre, além de servir para a agricultura.

Depois de ser descarregada e libertada desta albufeira, a água segue o seu trajeto pelo Rio Caia, entrando a seguir no curso do rio Guadiana, até chegar à Barragem do Alqueva.

A chuva caída este inverno fez aumentar de forma significativa as reservas de água em todas as albufeiras da região, com a Barragem de Alqueva a estar a pouco mais de um metro de atingir a cota 152, que corresponde à sua capacidade máxima de armazenamento.

De forma preventiva, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) já efetuou a simulação de caudal de cheia a jusante da Barragem de Pedrógão, no âmbito do regime de caudais ecológicos definido no contrato de concessão celebrado entre o Estado e a empresa.

“A realização de descargas nesta altura permite o aproveitamento das afluências naturais, reduzindo o volume que terá de ser descarregado em Pedrógão para assegurar caudais de cheia da ordem dos 300 m³/s no rio Guadiana”, explica fonte da EDIA.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa/Arquivo

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