“Com a previsão de chuva [para breve], possivelmente haverá hipótese de haver descarga”, o que, a concretizar-se pelo quarto ano consecutivo, será “uma situação inédita” na história desta albufeira, diz o gestor da Associação de Beneficiários do Caia, Luís Rodrigues, .
“Já houve tempos em que se faziam descargas de dois em dois anos ou de três em três. Agora, em quatro anos consecutivos, [a acontecer será] uma situação que é inédita”, acrescenta.
Na sua página na Internet, a Associação alerta os agricultores beneficiários do Caia e proprietários de prédios rústicos daquela zona que, devido ao volume armazenado na barragem, “é presumível” a necessidade de se fazerem descargas na albufeira.
“Assim, haverá a necessidade de alertar quem tem infraestruturas, animais e haveres nas zonas das margens do rio Caia” de que devem tomar “as devidas precauções”, lê-se na nota.
A Barragem do Caia foi construída em 1963 e tem capacidade para armazenar cerca de 191 milhões de m3 de água. A albufeira abastece os concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte, todos do distrito de Portalegre, além de servir para a agricultura.
Depois de ser descarregada e libertada desta albufeira, a água segue o seu trajeto pelo rio Caia, entrando a seguir no curso do Rio Guadiana, após o que culminará na Barragem do Alqueva.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Wikipedia/D.R.












