Para a CIM do Alto Alentejo, o agendamento das audições é «prova da irreversibilidade do projeto». A comunidade intermunicipal manifesta-se «totalmente segura da legalidade, solidez e mérito técnico do empreendimento», «convicta de que o processo judicial terá um desfecho favorável» e de que a construção da barragem «será uma realidade incontornável para a estabilidade económica, coesão social e segurança hídrica» da região.
A confiança é reforçada com a assinatura do contrato da empreitada geral de construção das infraestruturas hidráulicas que vão ligar a futura barragem à Estação de Tratamento de Águas (ETA) de Póvoa e Meadas, num investimento superior a 15 milhões de euros.
A obra estende-se por 25 quilómetros, une os municípios do Crato, Nisa e Castelo de Vide e destina-se ao abastecimento público de 55 mil habitantes. Segundo a CIM do Alto Alentejo, a conduta vai reduzir «a dependência de captações subterrâneas vulneráveis» e antecipa a rede de distribuição a jusante da barragem.
Joaquim Diogo, presidente da CIM do Alto Alentejo, lembra que o contrato segue agora para o Tribunal de Contas e considera-o um «marco decisivo» perante secas cada vez mais frequentes. «A continuidade deste projeto confirma que estamos perante uma causa regional, sustentada por uma visão comum para garantir água em quantidade e qualidade às populações.»
Na ocasião, Ricardo Pinheiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, destacou o peso do setor primário da região, que contribui com mais de cinco mil milhões de euros para o país, e apontou o projeto como «um enormíssimo exemplo de boas práticas de alinhamento com os fundos comunitários». O responsável lembrou ainda que cada euro investido em regadio gera um retorno de sete euros para a economia.
Já o secretário de Estado Hélder Reis reafirmou o empenho do Executivo: «O Governo mantém o compromisso firme para que tudo aquilo que noutra hora foi um sonho, paulatinamente, se concretize.»
A obra tem financiamento assegurado pelo Orçamento do Estado e pelo Programa Sustentável 2030. Por ter uma fonte de financiamento «autónoma», explica a CIM do Alto Alentejo, avança já, «sem depender do ritmo das restantes componentes do plano hídrico», o que assegura «a aplicação atempada das verbas comunitárias».
A empreitada integra o projeto global do Crato que, quando concluído, vai armazenar 116 milhões de metros cúbicos de água, destinados ao abastecimento público, ao regadio de 5.500 hectares e à produção de energia.











2 Responses
Tenham vergonha, ecocidas!!!
A dita barragem tem impactes ambientais irreversíveis!!!
Não destruam o Alentejo, para o entregar a grupos de empresas estrangeiras!!!
As “contas” do Ricardo Pinheiro são para rir, se não forem para chorar!!!
Parem com a devastação e destruição da Natureza, seus imbecis!!!
Explica esses impactos, depois dou-te uma resposta cocisa
e concreta mas sê claro na explicação. Bem haja