Beja e Moura avançam com videovigilância em espaços públicos

O Governo assinou esta quarta-feira protocolos com as Câmaras de Moura e de Beja para implementar sistemas de videovigilância, que se juntam aos 25 já instalados noutros municípios.

«Neste momento, temos 25 vilas e cidades que possuem [câmaras de videovigilância]. Vamos ter mais duas aqui no Alentejo e esta semana ainda mais duas no Norte do país», disse o secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia.

O governante falava aos jornalistas em Moura, onde presidiu à assinatura do protocolo para a instalação do sistema local de videovigilância.

Durante a tarde, pelas 15h30, presidiu na Câmara de Beja a cerimónia idêntica, que incluiu também a homologação do contrato de cooperação interadministrativo para a realização de obras de reabilitação das instalações do comando distrital da PSP.

Nas declarações aos jornalistas, Telmo Correia revelou que, nos últimos dois anos, o país passou «de mil para 1500 câmaras [de videovigilância] aprovadas», considerando que a experiência tem sido positiva, pois estes sistemas têm permitido «identificar e capturar indivíduos envolvidos em situações criminais», contribuindo para a diminuição de ilícitos, como aconteceu na Amadora e em Faro.

«As imagens servirão, obviamente, para detetar eventuais crimes que possam estar a ocorrer ou na iminência de ocorrerem na rua, mas também têm uma função muito importante, que é a de servirem de prova em processos judiciais», destacou.

O secretário de Estado explicou que «as câmaras [municipais] investem na aquisição» dos sistemas, enquanto «a PSP garante a existência de uma sala de controlo com polícias, com os próprios ecrãs, que 24 sobre 24 horas fazem a análise das imagens dessas mesmas câmaras».

Em Moura, o presidente da câmara, Álvaro Azedo, revelou que vão ser instaladas 10 câmaras de videovigilância na cidade, num investimento próximo dos 50 mil euros: «Vamos lançar de imediato o procedimento para avançarmos com a instalação tanto do sistema como das condições que a PSP precisa e que merece para cuidar da nossa gente».

Questionado sobre a possibilidade de alargar a medida às freguesias rurais, o autarca admitiu que poderá ser uma hipótese caso as forças de segurança considerem que «há necessidade».

Na sessão foi também assinada a adenda ao contrato de cooperação interadministrativo para a realização de obras de reabilitação das instalações da esquadra da PSP de Moura, num investimento a rondar um milhão de euros.

«Moura é uma cidade segura. Obviamente que tem os seus apontamentos que nos levam a perceber que temos de fazer este trabalho de antecipação de cenários de insegurança», disse o presidente do município.

E acrescentou: «Quanto melhores forem os meios que nós colocarmos à disposição da PSP e da GNR, quanto mais cuidado nós tivermos com a nossa comunidade, maior é a garantia de mantermos, mais do que esta sensação, este ritmo diário das nossas vidas em segurança».

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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