Maria da Graça Carvalho lembrou que Beja é uma das capitais de distrito “mais quentes do País”, onde no verão “só se saí de casa às 18h00 ou então muito cedo” e, por isso, é importante que seja criada “uma rede de espaços na cidade” que ajude a “baixar a temperatura e a torná-la mais agradável”.
Estas “ilhas verdes”, explicou, são “espaços seguros” concebidos para proteger as pessoas dos impactos de determinados eventos climáticos extremos, como ondas de calor, tempestades ou frio intenso.
O projeto, que está a ser desenvolvido em várias cidades europeias, prevê a construção de zonas de repouso com maior sombreamento por coberturas arbóreas, reforço do arvoredo, presença de água, solo não impermeabilizado e bancos de materiais não condutores de calor.
“O Jardim Municipal é um bom local para se começar a fazer esses testes de como baixar alguns graus de temperatura e tornar o espaço climaticamente uma ilha verde, que é aquilo que a Europa está a pedir que as cidades de alguma dimensão e com altas temperaturas façam”, acrescentou.
Segundo a ministra, a cidade de Beja poderá ter outras “ilhas verdes”, uma vez que, “tem vários sítios” e “espaços verdes”, como “ruas não muito largas que dão para [colocar] algum sombreamento”. Estes abrigos climáticos podem, também, ser desenvolvidos em bibliotecas, museus, centros comerciais, igrejas, piscinas ou em locais frescos, climatizados ou com sombreamento.
No passado fim de semana, em Beja, Maria da Graça Carvalho presidiu à assinatura de três protocolos de colaboração técnica e financeira para a reabilitação da ribeira do Barranco do Poço dos Frangos, do Barranco do Sardão e da ribeira paralela ao IP. Os acordos foram assinados pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela Câmara de Beja.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Sara Matos/MAEn











