Beja: Gouveia e Melo responsabiliza Governo por encerramento de urgências

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo afirmou esta terça-feira, em Beja, que cabe à ministra da Saúde “usar todos os meios” para impedir uma quebra da assistência às pessoas durante o período festivo, apontando fragilidades na gestão do Serviço Nacional de Saúde numa fase que considerou “difícil” e previsível.

“Julgo que a senhora ministra, como responsável que é, deverá usar todos os meios que tem ao seu dispor para garantir que no fim do ano não haja uma quebra da assistência” na saúde, afirmou Gouveia e Melo durante uma visita a Beja.

Questionado pelos jornalistas a propósito de eventuais constrangimentos na saúde nesta quadra festiva, o almirante admitiu que estas duas últimas semanas do ano são “um período difícil”, em que “as escalas são sempre mais complicadas”, e, por isso, “cabe aos responsáveis” resolver este “problema de gestão”. 

Após reunir-se com o Executivo da Câmara de Beja, presidido por Nuno Palma Ferro, o candidato presidencial, acompanhado por uma comitiva de cerca de 10 apoiantes, contactou com a população no ‘coração’ da cidade, em plenas Portas de Mértola.

Em declarações aos jornalistas neste local, Gouveia e Melo foi, igualmente, questionado sobre o debate televisivo em que participou com Luís Marques Mendes, na segunda-feira à noite, e considerou que o seu opositor “acabou por não responder a perguntas incómodas”. Insistindo que o candidato apoiado pelo PSD “é um facilitador de negócios entre o Estado e as empresas”, voltou a questionar “quais os interesses que representa”. 

Já em relação ao tema das sondagens referiu que “a verdadeira só vai acontecer no dia 18 de janeiro de 2026”, data em que se realiza as eleições presidenciais. 

Aludindo aos debates televisivos, Gouveia e Melo afirmou que quatro deles foram “importantes” e acompanhados de sondagens que, alegadamente, o prejudicaram “na véspera ou no dia do debate”, rematando: “A mim parece-me que há uma estratégia para me desanimar no momento em que vou a debate”. 

Relativamente à reunião com o Executivo bejense, apontou como temas estruturantes os acessos, as infraestruturas, a autoestrada e a ferrovia, afirmando ser necessário “melhorar o território” para que este ganhe “atratividade económica” e não haja um país com “três velocidades diferentes”.

“[Temos] o interior mais abandonado, os nossos idosos mais abandonados, os jovens que acabam por ser sugados para o litoral [ou] para as grandes metrópoles e, muitas vezes, até para fora do país [e] isto está a contribuir para a aclaração da desertificação”, disse.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa

Uma resposta

  1. Alguém que informe o Sr. Almirante que o problema da saúde , é a falta contínua e estrutal de médicos no SNS . É um processo contínuo que dura há mais do que uma década . Nem este governo , nem esta Ministra , nem os próximos governos quaisquer que eles sejam e qualquer que seja o Ministro da Saúde , podem e conseguem resolver este problema de doença crónica e a agudizar-se progressivamente.
    Os profissionais de saúde médicos , hoje, novas gerações, têm valores e comportamentos muito diferentes daqueles que , maioritariamente, com outro conceito de missão integraram o SNS. Essas gerações que se têm vindo a aposentar(quase todos a trabalhar até aos setenta)estão a findar…
    Mesmo que fossem abertas as portas nas Universidades, ao curso de Medicina , sem qualquer seleção, não seria resolvido o problema !!!
    Acresce que a lei da oferta e da procura determina , no mercado privado e ou público, a escolha do local de trabalho médico.
    Mesmo que as carreiras médicas, destruídas há muito, mesmo que , neste governo ou num próximo , fossem novamente incrementadas e valorizadas, muito outros factores , incluindo o tempo , não permitiriam resolver o actual problema. Não há médicos.E a situação tende a agravar-se ainda!

    Aproveito para referir , que devem relembrar ao Sr Almirante que se está a candidatar a Presidente da República ! Governo e Presidente da República, têm que desempenhar papéis diferentes!

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